JESUS CRISTO, NOSSO ÚNICO SENHOR
OS DEZ MANDAMENTOS DO NAMORO
OS DEZ MANDAMENTOS DO NAMORO

1º) Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.
2º) Não vos prendais ao mesmo jugo [sujeição] com os infiéis (2Cor 6, 14): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e que não é uma nova criatura, pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que freqüentam a Igreja podem não ser verdadeiros convertidos ou não levem o relacionamento em Deus a sério.
3º) Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está "deformado" e, nele, a aproximidade sexual ou as práticas que levam a uma intimidade cada vez maior, são normais. Mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva à obediência ao sexto mandamento da Lei de Deus: a castidade.
4º) Diga não ao sexo: Isso é muito importante! Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e que têm entre si um compromisso permanente abençoado por Deus. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; nem antes nem fora, pois é impuro.
5º) Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial; estabeleça uma comunicação constante, franca e direta; não evite conversar sobre qualquer assunto.
6º) Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada pela "gentileza, cordialidade, romantismo". Isso não é "careta, cafona", nem é coisa do passado; traz "brilho" ao relacionamento. [Já cheguei a ouvir: "Eu não tenho saco para romantismo, meu negócio é transar!"].
7º) Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso sério e duradouro. "Desrespeito é falta de amor".
8º) Pratique a FIDELIDADE: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. A prática da castidade no namoro é um "treinamento" para a fidelidade no casamento: não tem erro. Ninguém corrige seu modo de ser depois de casado(a), se antes não o corrigir no namoro; isso é "ilusão". Fidelidade é elemento indispensável em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus.
9º) Assuma publicamente o seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente à vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra os seus sentimentos ou escondê-los.
10º) Deus é o centro de tudo: namoro verdadeiramente cristão só é bom a três: o casal e "acima de tudo", Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro. Deus chama os casais à educação de seus filhos na santidade e à construção de seu Reino.
Deixe Deus orientar e consolidar o seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja muito feliz em Cristo Jesus!
Autor(a) desconhecido(a)
A ASSUNÇÃO DE MARIA NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Papa João Paulo II
1. A perene e coral tradição da Igreja evidencia o modo como a Assunção de Maria faz parte do desígnio divino e está arraigada na singular participação de Maria na missão do Filho. Já no primeiro milênio os autores sagrados se exprimem neste sentido.Testemunhos, na verdade apenas delineados, encontram-se em Santo Ambrósio, Santo Epifânio e Timóteo de Jerusalém. São Germano de Constantinopla (733) coloca nos lábios de Jesus, que Se prepara para levar a Sua Mãe para o céu, estas palavras: "É preciso que onde estou Eu, também tu estejas, Mãe inseparável de teu Filho..." (Homil. 3 in Dormitionem, PG 98, 360).
Além disso, a mesma tradição eclesial vê na maternidade divina a razão fundamental da Assunção. esta convicção encontramos um vestígio interessante em uma narração apócrifa do século V, atribuída ao pseudo-Melitão. O autor imagina Cristo que interroga Pedro e os Apóstolos sobre a sorte merecida por Maria, e deles obtém esta resposta: "Senhor, escolhestes esta Tua serva a fim de que se torne para Ti uma residência imaculada... Portanto, pareceu-nos justo, a nós Teus servos que, assim como Tu reinas na glória depois de teres vencido a morte, Tu ressuscitas o corpo de Tua Mãe e conduze-a jubilosa contigo ao céu" (De transitu V. Mariae, 16 PG 5, 1238). Portanto, pode-se afirmar que a divina maternidade, que tornou o corpo de Maria a residência imaculada do Senhor, se funde com o seu destino glorioso.
2. Num texto rico de poesia, São Germano afirma que é o afeto de Jesus pela sua Mãe que exige a presença de Maria no céu com o Filho divino: "Assim como uma criança procura e deseja a presença de sua Mãe, e como uma Mãe ama viver em companhia de seu filho, assim também para ti, cujo amor materno pelo teu Filho e Deus não deixa dúvidas, era conveniente que tu voltasses para Ele. E, em todo o caso, não era por ventura conveniente que este Deus, que provava por ti um amor deveras filial, te tomasse em Sua companhia?(Homil. 1 in Dormitionem, PG 98, 347). Num outro texto, o venerando autor integra o aspecto privado da relação entre Cristo e Maria, com a dimensão salvífica da maternidade, afirmando que "era necessário que a Mãe da Vida compartilhasse a habitação da Vida" (Ibid., PG 98, 348).
3. Segundo os Padres da Igreja, outro argumento que fundamenta o privilégio da Assunção pode-se deduzir da participação de Maria na redenção. São João Damasceno sublinha a relação entre a participação na Paixão e a sorte gloriosa: "Era necessário que aquela que vira o seu Filho sobre a cruz e recebera em pleno coração a espada da dor (...), contemplasse este Filho sentado à direita do Pai" (Homil. 2, PG 96, 741). À luz do Mistério pascal, parece de modo particularmente evidente a oportunidade que, com o Filho, também a Mãe fosse glorificada depois da morte. O Concílio Vaticano Il, recordando na Constituição dogmática sobre a Igreja o mistério da Assunção, chama a atenção para o privilégio da Imaculada Conceição: precisamente porque fora "preservada de toda a mancha de culpa original" (LG, 59), Maria não podia permanecer como os outros homens no estado de morte até ao fim do mundo. A ausência do pecado original e a santidade, perfeita desde o primeiro momento da existência, exigiam para a Mãe de Deus a plena glorificação da sua alma e do seu corpo.
4. Olhando para o mistério da Assunção da Virgem é possível compreender o plano da Providência divina relativa à humanidade: depois de Cristo, Verbo encarnado, Maria é a primeira criatura humana que realiza o ideal escatológico, antecipando a plenitude da felicidade, prometida aos eleitos mediante à ressurreição dos corpos.
Na Assunção da Virgem, podemos ver também a vontade divina de promover a mulher. Em analogia a quanto se verificara na origem do gênero humano e da história da salvação, no projeto de Deus o ideal escatológico devia revelar-se não em um indivíduo, mas num casal. Por isso, na glória celeste, ao lado de Cristo ressuscitado há uma mulher ressuscitada, Maria: o novo Adão e a nova Eva, primícias da ressurreição geral dos corpos da humanidade inteira. Sem dúvida, a condição escatológica de Cristo e a de Maria não devem ser postas no mesmo plano. Maria, nova Eva, recebeu de Cristo, novo Adão, a plenitude de graça e de glória celeste, tendo sido ressuscitada pelo poder soberano do Filho mediante o Espírito Santo.
5. Embora sejam sucintas, estas observações permitem-nos esclarecer que a Assunção de Maria revela a nobreza e a dignidade do corpo humano. Diante das profanações e do aviltamento a que a sociedade moderna não raro submete em particular o corpo feminino, o mistério da Assunção proclama o destino sobrenatural e a dignidade de cada corpo humano, chamado pelo Senhor a tornar-se instrumento de santidade e a participar na Sua glória.
Maria entrou na glória porque escutou no seu seio virginal e no seu coração o Filho de Deus. Olhando para ela, o cristão aprende a descobrir o valor do próprio corpo e a preservá-lo como templo de Deus, na expectativa da ressurreição. A Assunção, privilégio concedido à Mãe de Deus, constitui assim um imenso valor para a vida e o destino da humanidade.
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* L'Osservatore Romano, ed. port. n.28, 12/07/1997, pag. 12(332)
Livro: A Virgem Maria - 58 Catequeses Do Papa João Paulo II ESCLARECIMENTOS SOBRE ALGUNS PONTOS DA RCC À CNBB
Dom Alberto Taveira fala da oração em línguas, repouso no Espírito e inspirações particulares
Em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sou o Assistente Espiritual do Conselho Nacional da Renovação Carismática Católica, um dos mais significativos Movimentos Eclesiais existentes em nosso tempo. Algumas interrogações me foram feitas por Dom Rafael Llano Cifuentes, Bispo de Nova Friburgo-RJ, proporcionando-me levar ao Conselho Permanente da CNBB alguns esclarecimentos, que podem servir a tantos irmãos e irmãos da RCC ou que desejam conhecê-la mais de perto. Eis o texto escrito que apresentei à 58ª Reunião do Conselho Permanente da CNBB:
Esclarecimentos sobre alguns pontos da RCC
Foi-me pedido para fazer uma breve comunicação a respeito de alguns pontos sobre a Renovação Carismática Católica. Escolhi dois caminhos, sendo o primeiro uma consulta feita aos coordenadores nacionais da RCC, aos quais encaminhei as perguntas feitas, com respostas que me foram apresentadas por Reinaldo Beserra, do Escritório Nacional da RCC e membro do Conselho Internacional da RCC - (ICCRS). Tais respostas correspondem e são plenamente assumidas por mim, por corresponderem ao que penso e às orientações que costumo oferecer à RCC. Em seguida, desejo apresentar algumas propostas.
I - Esclarecimentos solicitados pelo CONSEP, a pedido de Dom Rafael:
1. "Benefícios" da oração em línguas: Os carismas, sejam extraordinários ou humildes, são graças do Espírito Santo que têm, direta ou indiretamente, uma utilidade eclesial, ordenados como são à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Carismas são "manifestações do Espírito para proveito comum". São dons úteis, instrumentos de ação, para servir à comunidade.
Conceituação:
a) "É um dom de oração cujo valor, enquanto 'linguagem de louvor', não depende do fato de que um lingüista possa ou não identificá-lo como linguagem no sentido corrente do termo". É uma linguagem a-conceitual, que se "assemelha" às línguas conceituais. Não supõe absolutamente um estado de "transe" para praticá-la, não corresponde a um estado "extático", e nem a uma exagerada emoção, permanecendo aquele que a pratica no total domínio de si mesmo e de suas emoções, pois o Espírito Santo jamais se apossa de alguém de modo a anular-lhe a personalidade.
b) É um dom que leva os fiéis a glorificar a Deus em uma linguagem não convencional, inspirada pelo Espírito Santo. É uma forma de louvar a Deus e uma real maneira de se falar e se entreter com Ele. Quando o homem está de tal maneira repleto do amor de Deus que a própria língua e as demais formas comuns de se expressar se revelam como que insuficientes, dá plena liberdade à inspiração do Espírito, de modo a "falar uma língua" que só Deus entende.
2. O "falar em línguas", consignado nas Escrituras comporta três modalidades:
a) a oração em línguas, de caráter usualmente particular, pessoal, e que portanto não requer interpretação. Embora de caráter pessoal, ela pode ser exercitada também de modo coletivo, o que acontece nas assembléias onde todos exercem o "dom particular de orar em línguas", ao mesmo tempo; obviamente, não supõe interpretação. No entanto, Deus - que ouve a oração que milhares de fiéis lhe dirigem concomitantemente de todos os cantos da Terra - por certo entende. Vale a intenção que está em nosso coração.
b) Essa oração também pode ser expressa em modalidade de canto, uma oração com uma melodia que não foi pré-estabelecida. Também essa modalidade não requer interpretação. A diferença em relação à modalidade anterior, é que aqui se trata de orar em línguas, mas num ritmo não falado, de expressão e cadência musical, de notas que se sucedem improvisadamente, numa modulação lírica com que se celebra as maravilhas de Deus. São cânticos que brotam geralmente nos momentos de louvor e adoração da assembléia, do grupo de oração, e que pouco tem em comum com os cânticos eclesiásticos tradicionais, ou também com os cantos de "composição artística". Santo Agostinho, comentando as palavras do Salmo "Cantai ao Senhor um Cântico novo", adverte que o cântico novo não é coisa "de homens velhos". "Aprendem-no os homens novos, renovados da velhice por meio da graça, pertencentes ao Novo Testamento, que já é o Reino dos Céus. Por ele manifestamos todo o nosso amor e lhe cantamos um canto novo. Quando podes oferecer-lhe tamanha competência que não desagrade a ouvidos tão apurados?... Não busques palavras, como se pudesses dar forma a um canto que agrade a Deus. Canta com júbilo! Que significa cantar com júbilo? Entender sem poder explicar com palavras o que se canta com o coração. Se não podes dizer com tuas palavras, tampouco podes calar-te. Então, resta-te cantar com júbilo, se modo que te entregues a uma alegria sem palavras e a alegria se dilate no júbilo" .
c) Uma terceira modalidade do dom das línguas é aquela de uso essencialmente público, que quando é acompanhado do seu complemento, o dom da interpretação, tem como seu propósito a edificação dos fiéis e a convicção dos descrentes. Aqui o falar em línguas não assume o caráter de oração, mas de uma mensagem em línguas, dirigida à assembléia e não a Deus, como é o caso da oração, e que portanto requer o exercício do outro dom apontado por Paulo, o dom da interpretação. O Espírito dá a alguém a inspiração de "falar em línguas" em alta voz. Suas palavras contém uma mensagem espiritual para um ou mais ouvintes. A mensagem permanece incompreensível, enquanto não for interpretada. A mensagem interpretada assume, regularmente, as características de uma profecia carismática, que, segundo S. Paulo, edifica, exorta e consola a assembléia. Autores há que, em vista de maior clareza, dão outro nome a esta forma de falar em línguas. Chamam-na de "mensagem em línguas", ou ainda de "profecia em línguas". Em oposição ao "falar em línguas" durante a oração, este dom não está livremente à disposição da pessoa. Exige-se uma inspiração peculiar. Muitas vezes, ela está acompanhada de outra inspiração, a saber, num dos ouvintes que então "interpreta" a mensagem e a traduz em linguagem comum, para a comunidade. O dom de "falar mensagem em línguas" é um dom transitório manifestado vez ou outra nas reuniões de oração; e o Senhor pode servir-se ora deste, ora daquele, enquanto que o dom da interpretação geralmente é considerado permanente; é dom que pode ser pedido na oração.
3. Quando se deve orar em línguas? Só em atos próprios da RCC? Na TV para todos? Pode ser utilizada durante a Santa Missa, como parece ter acontecido na Oração dos fiéis nas missas de TV?
a) Sendo um dom do Espírito e um dom de oração, ele deveria ser permitido onde sempre é permitido orar. Nos atos próprios da RCC, o Documento 53, n. 25 da CNBB, já o levou em consideração.
b) Se a TV está transmitindo um ato próprio da RCC, não é possível "encenar" um comportamento que anule a identidade do Movimento. O exercício do carisma de orar em línguas é parte constitutiva da RCC. De nossa parte - os "carismáticos" - não temos de que nos envergonhar dessa prática, e nem temos nada a esconder. Somos assim. nossos Grupos de Oração estão sempre com as portas abertas, e qualquer um pode conferir lá o que somos e o que praticamos.
c) Na Santa Missa: Se são missas celebradas em atos específicos da RCC, parece-nos que sim, desde que se exercite essa oração nos momentos ditados pelo bom senso e pela orientação do celebrante, de modo respeitoso, profundamente oracional, não exibitório, especialmente como glorificação a Deus, como expressão de contrição, como petição, e como ação de graças.
d) A RCC tem clara consciência de que a Igreja, durante muito tempo, não se abriu à essa forma de se exercitar os carismas. Por isso ela sabe que, esse reavivamento de perfil pentecostal que se colocou em marcha no último século - especialmente a partir de Helena Guerra, que motivou Leão XIII a escrever uma Encíclica sobre o Espírito Santo, passando por João XXIII, que pediu um novo Pentecostes para a Igreja e a "renovação dos sinais e prodígios da aurora da Igreja", bem como pelo Concílio Vaticano II, onde Deus, providencialmente, lançou as bases e os fundamentos que tornaram possível o surgimento e a fundamentação do Movimento Pentecostal Católico, até João Paulo II, com sua Dominum et Vivificantem, e a inspirada exortação pronunciada na celebração de Pentecostes de 29 de maio de 2004, que dizia: "Desejo que a espiritualidade de Pentecostes se difunda na Igreja como um impulso renovado de oração, santidade, comunhão e anúncio. [...] Abram-se com docilidade aos dons do Espírito Santo! Recebam com gratidão e obediência os carismas que o Espírito não cessa de oferecer!" - precisa ser acolhido com abertura de espírito e destemor, mas também com bom senso, com humildade, com respeito pelas diferentes opções de engajamento na pastoral orgânica da Igreja, em absoluta adesão à doutrina da Igreja Católica, não escandalizando por falta de decoro litúrgico ou religioso, dentro da ordem, mas também não deixando de ser fiel à vocação que Deus nos faz, de, nesses tempos, contribuir para "revelar à Igreja aquilo que já lhe é próprio: sua dimensão carismática".
e) No rito do Sacramento da Crisma, ao final da Oração dos fiéis, o Bispo reza: "Ó Deus, que destes o Espírito Santo a vossos apóstolos e quisestes que eles e seus sucessores o transmitissem aos outros fiéis, ouvi com bondade a nossa oração e derramai nos corações de vossos filhos e filhas os dons que distribuístes outrora no início da pregação apostólica".
f) É de se esperar que, recebendo tais dons, possamos exercitá-los, pois "da aceitação desses carismas, mesmo dos mais simples, nasce em favor de cada um dos fiéis o direito e o dever de exercê-los para o bem dos homens e a edificação da Igreja e do mundo, na liberdade do Espírito Santo, que 'sopra onde quer' e ao mesmo tempo na comunhão com os irmãos em Cristo, sobretudo com seus pastores, a quem cabe julgar sobre a autenticidade e o uso dos carismas dentro da ordem, não por certo para extinguirem o Espírito, mas para provarem tudo e reterem o que é bom".
g) "Na lógica da originária doação donde derivam, os dons do Espírito Santo exigem que todos aqueles que os receberam os exerçam para o crescimento de toda a Igreja, como no-lo recorda o Concílio".
4 - Repouso no Espírito: O Documento 53, no número 65, aborda o tema e diz a respeito: "Em Assembléia, grupos de oração, retiros e outros reuniões evite-se a prática do assim chamado 'repouso no Espírito'. Essa prática exige maior aprofundamento, estudo e discernimento".
a) O Cardeal Suenens, que escreveu muito sobre a RCC e a apoiou, foi muito cauteloso em relação à prática do repouso no Espírito, recomendando reserva.
b) Pe. Robert De Grandis foi quem muito a divulgou aqui pelo Brasil e tem um livro sobre o assunto.
c) Pe. Antonello, da Arquidiocese de S. Paulo, pratica-o com bastante freqüência e também escreveu sobre o assunto.
d) Não há fundamentação bíblica consistente sobre ele, embora sua prática remonte aos grupos qualificados de entusiastas, especialmente nos grupos de reavivamento nos Estados Unidos entre os séculos XVII e XIX.
e) "O Espírito Santo, ao confiar à Igreja-Comunhão os diversos ministérios, enriquece-a com outros dons especiais, chamados carismas. Podem assumir as mais variadas formas, tanto como expressão da liberdade absoluta do Espírito que os distribui, como em resposta às múltiplas exigências da história da Igreja" . Em muitas ocasiões - especialmente quando praticado em atendimentos pessoais, em clima de oração -, de modo especial em atendimentos de oração por cura interior, essas manifestações se revelam perceptivelmente legítimas, sem componentes de perfil patológico, gerando em quem a experimenta profunda paz e bem estar, com conseqüente reavivamento ou novo compromisso, com os compromissos relativos à fé. Pe. Isaac Isaias Valle, por exemplo, de Porto Feliz, na Arquidiocese de Sorocaba, sacerdote muito estudioso e preparado doutrinariamente, atende as pessoas utilizando-se dessa prática.
f) Em muitas ocasiões - especialmente em grandes encontros - há um visível descontrole emocional da parte de muitos nos quais se manifesta tal fenômeno, chegando-se mesmo a identificáveis casos de histeria, seja por desequilíbrio de cunho psicológico. Como diz João Paulo II, "na verdade, a ação do Espírito Santo, que sopra onde quer, nem sempre é fácil de se descobrir e de se aceitar. Sabemos que Deus atua em todos os fiéis cristãos e estamos conscientes dos benefícios que provém dos carismas, tanto para os indivíduos como para toda a comunidade cristã. Todavia, também temos consciência da força do pecado e as confusões na vida dos fiéis e da comunidade."
g) Assim, não é oportuno incentivar tal prática. Mas há vezes em que, sem que ninguém estimule, ocorre tal manifestação. Então, surge a oportunidade para cumprir o que determina o Documento 53, buscando aprofundar o entendimento sobre a matéria, pela observação com um estudo do caso, até perguntando à pessoa como é que ela está se sentindo, se aquilo lhe gerou paz, se o seu é um histórico sem comprometimentos outros, etc, para chegar a um discernimento sobre as características que possam nos ajudar a identificar a legitimidade do repouso.
5 - Sobre as inspirações particulares: Em geral a liderança da RCC tem tido bastante bom senso no exercício dessas chamadas inspirações, ou moções. Junto com os dons da Palavra de Ciência e a Palavra de Sabedoria, a RCC se esmera em fazer uso do Dom do Discernimento Carismático. Podem ocorrer exageros e afoitas condutas? Claro que sim. Mas a realidade dos fatos logo "traz para a terra" aqueles espíritos mais atabalhoados, e que agem por impulsos meramente humanos, e de maneira até irresponsável. Na observância dos resultados práticos e dos frutos produzidos por tais inspirações é que a RCC busca aprender a deixar-se conduzir pelo Espírito, que - segundo a Apostolicam Actuositatem - distribui também aos leigos dons e carismas para capacitá-los a anunciar o Reino, com poder. É possível encontrar-se falsas moedas. Mas não vamos, com elas, jogar fora as legítimas, as verdadeiras. Em 2003, o Pontifício Conselho para os Leigos convidou a RCC a dar sua contribuição no Colóquio Internacional sobre a Oração para pedir de Deus a cura, realizado em Roma, sob os auspícios daquele Conselho, reconhecendo nela essa prudência.
II - Propostas:
a) Ao acompanhar a RCC, percebo que existe seriedade, busca de maior conhecimento teológico em suas lideranças e docilidade. Sugiro que a Comissão Episcopal de Doutrina promova um estudo sobre os Carismas e as práticas da RCC, com seus representantes. Pode até surgir uma nova e mais atualizada orientação pastoral.
b) Sugiro que os senhores bispos verifiquem em suas Dioceses os eventuais problemas, proporcionando uma orientação segura, através de um assistente diocesano que possa acompanhar de perto.
c) Nos Congressos Estaduais da RCC, seria muito oportuno que o Bispo do local em que o mesmo se realiza se fizesse presente com a apresentação de um tema de formação. Penso que "adotando a criança", poderemos orientar melhor e os membros da RCC não se sentirão marginalizados, mas membros vivos das Igrejas particulares.
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* Arcebispo de Palmas (TO), Vice-Presidente do Conselho Administrativo da Fundação Populorum Progressio (Organismo criado pelo Santo Padre João Paulo II para ajuda à Igreja na América Latina), Presidente do Regional Centro Oeste da CNBB, membro da Comissão Episcopal para os Textos Litúrgicos e Assistente Espiritual da Renovação Carismática Católica no Brasil.
CANTO PARA LEVAR O HOMEM A ENTRAR EM SINTONIA COM DEUS
Salette Ferreira, membro da Comunidade Canção Nova, tem a missão de evangelizar por meio da música. Em 2002, gravou o seu primeiro CD, intitulado "Tudo passa", a seguir lançou o CD "Deus cuida de mim". E em 2010 gravou mais uma obra, cujo o título é "Deus caminha comigo".
No PodMúsica desta semana, a missionária partilha sobre sua missão e ministério.
Salette Ferreira, missionária da Canção Nova
"Na minha vida, como ministra de música, eu sempre tive a música como um instrumento para levar as pessoas a um encontro pessoal com Deus. Mas, primeiro, esse encontro pessoal deve acontecer no meu coração. Enquanto estou cantando, utilizo-me da canção para levar as pessoas ao encontro de Jesus, a começar por mim mesma.
Eu não canto para mostrar o meu talento ou para fazer uma apresentação; canto para levar o coração do homem a entrar em sintonia com Deus por meio da música. Por isso, o ministro de música precisa ter uma vida de oração constante, para que não caia na tentação da vaidade, do orgulho, da autossuficiência e de querer utilizar o seu talento para atrair as pessoas para si. Esse talento deve ser utilizado para levar as pessoas para o alto, para Deus, a ponto de o cantor desaparecer enquanto canta e deixar somente que Deus cante para as pessoas".
22 DE NOVEMBRO, CELEBRAMOS SANTA CECILIA, PADROEIRA DOS MÚSICOS
No PodMúsica desta semana, a missionária partilha sobre sua missão e ministério.
Salette Ferreira, missionária da Canção Nova
"Na minha vida, como ministra de música, eu sempre tive a música como um instrumento para levar as pessoas a um encontro pessoal com Deus. Mas, primeiro, esse encontro pessoal deve acontecer no meu coração. Enquanto estou cantando, utilizo-me da canção para levar as pessoas ao encontro de Jesus, a começar por mim mesma.
Eu não canto para mostrar o meu talento ou para fazer uma apresentação; canto para levar o coração do homem a entrar em sintonia com Deus por meio da música. Por isso, o ministro de música precisa ter uma vida de oração constante, para que não caia na tentação da vaidade, do orgulho, da autossuficiência e de querer utilizar o seu talento para atrair as pessoas para si. Esse talento deve ser utilizado para levar as pessoas para o alto, para Deus, a ponto de o cantor desaparecer enquanto canta e deixar somente que Deus cante para as pessoas".
22 DE NOVEMBRO, CELEBRAMOS SANTA CECILIA, PADROEIRA DOS MÚSICOS
Hoje celebramos a santidade da virgem que foi exaltada como exemplo perfeitíssimo de mulher cristã, pois em tudo glorificou a Jesus. Santa Cecília é uma das mártires mais veneradas durante a Idade Média, tanto assim que no século V uma Basílica foi construída em seu nome. Embora se trate da mesma pessoa, na prática fala-se de duas santas Cecílias: a da história e a da lenda. A Cecília histórica é uma senhora romana que deu uma casa e um terreno aos cristãos dos primeiros séculos. A casa transformou-se em igreja que se chamou mais tarde Santa Cecília no Trastévere; o terreno tornou-se cemitério de São Calisto, onde foi enterrada a doadora, perto da cripta fúnebre dos Papas. No século VI, quando os peregrinos começaram a perguntar quem era essa Cecília cujo túmulo e cuja inscrição se encontravam em tão honrosa companhia, para satisfazer a curiosidade deles, foi então publicada uma Paixão, que deu origem à Cecília lendária; esta foi sem demora colocada na categoria das mártires mais ilustres. Segundo o relato da sua Paixão Cecília tinha sido uma bela cristã da mais alta nobreza romana que, segundo o costume, foi prometida pelos pais em casamento a um nobre jovem chamado Valeriano. Aconteceu que, no dia das núpcias, a jovem noiva, em meio aos hinos de pureza que cantava no íntimo do coração, partilhou com o marido, com transparência, o fato de ter consagrado sua virgindade a Cristo e que um Anjo guardava sua decisão.
Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o Anjo. Desse desafio Cecília conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o Anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. O Anjo colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia. Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que lembrava Cecília que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou cortar-lhe a cabeça. Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: "Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro esposo". Estas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.
Santa Cecília, rogai por nós!
DE MANEIRA OPORTUNA QUEREMOS PARABENIZAR A TODOS OS MÚSICOS DA OBRA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, ROGANDO A DEUS QUE CONTINUEM DEVOTADOS AO ANÚNCIO DO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO ATRAVÉS DO CARISMA QUE DEUS LHES CONFIOU. PARABÉNS A TODOS. Amém. Conselho da CNSF.
Valeriano, que até então era pagão, a respeitou, mas disse que somente acreditaria se contemplasse o Anjo. Desse desafio Cecília conseguiu a conversão do esposo que foi apresentado ao Papa Urbano, sendo então preparado e batizado, juntamente com um irmão de sangue de nome Tibúrcio. Depois de batizado, o jovem, agora cristão, contemplou o Anjo, que possuía duas coroas (símbolo do martírio) nas mãos. O Anjo colocou uma coroa sobre a cabeça de Cecília e outra sobre a de Valeriano, o que significava um sinal, pois primeiro morreu Valeriano e seu irmão por causa da fé abraçada e logo depois Santa Cecília sofreu o martírio, após ter sido presa ao sepultar Valeriano e Tibúrcio na sua vila da Via Ápia. Colocada perante a alternativa de sacrificar aos deuses ou morrer, escolheu a morte. Ao prefeito Almáquio, que lembrava Cecília que tinha sobre ela direito de vida ou de morte, respondeu: "É falso, porque podes dar-me a morte, mas não me podes dar a vida". Almáquio condenou-a a morrer asfixiada; como ela sobreviveu a esse suplício, mandou cortar-lhe a cabeça. Nas Atas de Santa Cecília lê-se esta frase: "Enquanto ressoavam os concertos profanos das suas núpcias, Cecília cantava no seu coração um hino de amor a Jesus, seu verdadeiro esposo". Estas palavras, lidas um tanto por alto, fizeram acreditar no talento musical de Santa Cecília e valeram-lhe o ser padroeira dos músicos. Hoje essa grande mártir e padroeira dos músicos canta louvores ao Senhor no céu.
Santa Cecília, rogai por nós!
DE MANEIRA OPORTUNA QUEREMOS PARABENIZAR A TODOS OS MÚSICOS DA OBRA NOSSA SENHORA DE FÁTIMA, ROGANDO A DEUS QUE CONTINUEM DEVOTADOS AO ANÚNCIO DO EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO ATRAVÉS DO CARISMA QUE DEUS LHES CONFIOU. PARABÉNS A TODOS. Amém. Conselho da CNSF.
CHAMADOS POR DEUS, TAL COMO SOMOS
Podemos escolher viver em uma comunidade porque ela é dinâmica, calorosa e radiante, e porque vivemos nela. Mas quando surge uma crise, com tensão e agitações, começamos a duvidar de nossa escolha “talvez eu me tenha enganado”.
Se entramos na comunidade por escolha pessoal, só permanecemos nela se nos conscientizamos que foi Deus que nos chamou. Só assim encontramos força interior para superar o tempo de crise.
Não ocorre o mesmo no casamento? Os laços se aprofundam quando marido e mulher se conscientizam de que foi Deus que os uniu para que sejam, um para o outro, sinal de amor e perdão.
Na verdade, não formamos uma comunidade, só porque temos projetos comuns, não só porque nos amamos, mas porque fomos chamados por Deus.
Nas comunidades cristãs, Deus parece chamar, para a mesma comunidade, pessoas humanamente muito diferentes, vindas de culturas, de classes ou lugares diferentes.
As comunidades mais belas são justamente o resultado dessa grande diversidade de pessoas e de temperamentos.
Jesus escolheu para viver com Ele na primeira comunidade dos apóstolos, homens profundamente diferentes: Pedro (pescador), Mateus (publicano), Simão (zelote), Judas... Nunca teriam andado juntos se o mestre não os tivesse chamado. No entanto quando estavam juntos, perdiam tempo brigando para saber quem era o maior entre eles. A vida em comunidade não é fácil, mas se torna possível graças ao chamado de Jesus.
Não devemos ir em busca da comunidade ideal. Trata-se de amar aqueles que Deus pôs ao nosso lado, hoje. Eles são o sinal da presença de Deus entre nós.
Talvez preferíamos pessoas diferentes, mais alegres e mais inteligentes. Todas são estas que Deus nos deu e que escolheu para nós. É com elas que devemos criar a unidade e viver a aliança.
Escolhemos sempre os nossos amigos, mas não escolhemos nossos irmãos e irmãs... eles nos são dados. Assim é a comunidade.
Não existe comunidade ideal. A comunidade é feita de pessoas com riquezas e também com suas fraquezas e sua pobreza, que se aceitem mutuamente e se perdoam, que são vulneráveis umas em relação as outras; mais que a perfeição: a dedicação, a humildade, o perdão e a confiança são os fundamentos de vida de relação comunitária.
Para cada pessoa ou comunidade, o importante é saber como permanecer fiel a sua fé, a sua identidade e a sua própria comunidade e , ao mesmo tempo, crescer, dar aos outros sua vida e reaver a dos outros.
Êxodo 3, 1-6 = O chamado de Moisés.
Se entramos na comunidade por escolha pessoal, só permanecemos nela se nos conscientizamos que foi Deus que nos chamou. Só assim encontramos força interior para superar o tempo de crise.
Não ocorre o mesmo no casamento? Os laços se aprofundam quando marido e mulher se conscientizam de que foi Deus que os uniu para que sejam, um para o outro, sinal de amor e perdão.
Na verdade, não formamos uma comunidade, só porque temos projetos comuns, não só porque nos amamos, mas porque fomos chamados por Deus.
Nas comunidades cristãs, Deus parece chamar, para a mesma comunidade, pessoas humanamente muito diferentes, vindas de culturas, de classes ou lugares diferentes.
As comunidades mais belas são justamente o resultado dessa grande diversidade de pessoas e de temperamentos.
Jesus escolheu para viver com Ele na primeira comunidade dos apóstolos, homens profundamente diferentes: Pedro (pescador), Mateus (publicano), Simão (zelote), Judas... Nunca teriam andado juntos se o mestre não os tivesse chamado. No entanto quando estavam juntos, perdiam tempo brigando para saber quem era o maior entre eles. A vida em comunidade não é fácil, mas se torna possível graças ao chamado de Jesus.
Não devemos ir em busca da comunidade ideal. Trata-se de amar aqueles que Deus pôs ao nosso lado, hoje. Eles são o sinal da presença de Deus entre nós.
Talvez preferíamos pessoas diferentes, mais alegres e mais inteligentes. Todas são estas que Deus nos deu e que escolheu para nós. É com elas que devemos criar a unidade e viver a aliança.
Escolhemos sempre os nossos amigos, mas não escolhemos nossos irmãos e irmãs... eles nos são dados. Assim é a comunidade.
Não existe comunidade ideal. A comunidade é feita de pessoas com riquezas e também com suas fraquezas e sua pobreza, que se aceitem mutuamente e se perdoam, que são vulneráveis umas em relação as outras; mais que a perfeição: a dedicação, a humildade, o perdão e a confiança são os fundamentos de vida de relação comunitária.
Para cada pessoa ou comunidade, o importante é saber como permanecer fiel a sua fé, a sua identidade e a sua própria comunidade e , ao mesmo tempo, crescer, dar aos outros sua vida e reaver a dos outros.
Êxodo 3, 1-6 = O chamado de Moisés.
Lino César - Missão Imaculada Conceição - CNSF
IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO RELIGIOSA NA FAMÍLIA
No mundo de hoje não se passa um dia sem que se tenha acesso, seja pelos jornais, pela televisão ou pelo rádio, a relatos de violência, corrupção e devassidão moral. Tudo isso, sem sombra de dúvida, é fruto da falta da presença de Deus na vida das pessoas.
Aparentemente, nada nos falta. Temos recursos tecnológicos jamais sonhados por nossos pais, avanços fantásticos em todas as ciências, na genética, nas pesquisas espaciais, na produção de alimentos, na velocidade da informação e das comunicações.
Com tantos e tão extraordinários recursos, deveríamos estar vivendo num mundo onde imperassem a paz, a justiça, a solidariedade. Mas o que vemos é injustiça, egoísmo, na forma de ataques terroristas brutais, crimes, seqüestros, guerras, fome, doenças devastadoras, destruição ambiental.
Com tantos e tão extraordinários recursos, deveríamos estar vivendo num mundo onde imperassem a paz, a justiça, a solidariedade. Mas o que vemos é injustiça, egoísmo, na forma de ataques terroristas brutais, crimes, seqüestros, guerras, fome, doenças devastadoras, destruição ambiental.
Na sociedade, o consumismo desenfreado, a corrupção, a permissividade, a libertinagem são aceitos, e em alguns casos até louvados, como padrão normal de comportamento. Na televisão, que entra no recesso dos lares, as novelas, os programas de auditório de baixíssimo nível moral e cultural são prestigiados e copiados, por proporcionarem audiência e lucro financeiro. O que ensinam às crianças e adolescentes, na maior parte do tempo entregues à sua nefasta influência? Nada que possa fazê-los crescer espiritual, intelectual ou culturalmente. Ao contrário, estão destruindo a família e seus valores, apresentando como normais, e dignos de serem imitados, padrões de comportamento em que a fidelidade, a honestidade, o pudor estão fora de moda, o casamento de nada vale, o que vale é a satisfação dos sentidos, e aquilo que o povo apelidou de "lei de Gérson", ou seja, "levar vantagem em tudo".
O que podemos concluir daí ?
Simplesmente que, preocupadas em satisfazer seu egoísmo, em procurar o prazer acima de tudo, em cultuar o corpo e a beleza física, o sucesso e o dinheiro, as pessoas se esqueceram de que esta vida transitória nos foi dada por Deus para servir como ponte para uma outra vida, esta sim, definitiva. E o passaporte de entrada para o Reino de Deus não será baseado em conquistas materiais, no sucesso profissional ou intelectual, no poder que exercemos neste mundo. Será fundamentado no Bem que tivermos espalhado ao nosso redor, no serviço desinteressado ao próximo, na Verdade e na Beleza de nossas atitudes.
Como poderemos conseguir isso? Através de uma sólida e autêntica formação moral, de uma prática religiosa constante, do exercício da caridade, alicerçados no amor a Deus e na devoção a Maria Santíssima. É isso que devemos proporcionar a nossos filhos, através do exemplo de uma vivência autenticamente cristã.
Um dos valores hoje mais bem-conceituados é a liberdade do indivíduo. Mas o que em geral é esquecido é que a liberdade de cada um implica no respeito à liberdade do outro. Afirma São Tomás de Aquino que o homem tem toda a liberdade para a prática do bem, mas não, evidentemente, do mal.
Nos lares em que esses ensinamentos são passados dos pais para os filhos é muito difícil que estes procurem a fuga enganosa pelas vias das drogas, da promiscuidade sexual ou do individualismo egoísta.
Se desde cedo forem ensinados, não só por palavras, mas pelo exemplo, a manifestarem seu amor a Deus através do respeito ao próximo, da compaixão, da solidariedade, do senso de justiça, enfim, de tudo o que Jesus nos ensina em seu Evangelho, suas vidas seguirão nesse caminho.
O grande desafio proposto a nós, cristãos, no mundo de hoje, é propagar o Evangelho de Jesus a todos, começando por dentro de casa. Não devemos nos intimidar com o que os outros vão achar, nem esmorecer na defesa dos ensinamentos de Cristo. Não importa se formos rotulados de carolas, ultrapassados. Temos de lutar contra o mal que se espalhou pelo mundo.
Do ponto de vista pessoal, tivemos, meu marido e eu, a grande felicidade de receber de nossos pais essa formação moral e religiosa. Por ela pautamos toda a nossa vida e a transmitimos a nossos três filhos. Sabemos que eles a passarão a nossos netos.
E como bênção maior de Deus, tivemos a graça de conhecer os Arautos do Evangelho e vir a fazer parte dessa Associação em que recebemos a cada dia novos meios de aprofundar na vida espiritual, através da oração fervorosa e constante, de atitudes concretas de apostolado, do exercício da caridade, da beleza da música e da solenidade nas cerimônias religiosas. O convívio nessa comunidade nos enche de alegria e de paz, aumenta cada vez mais em nós o amor a Deus e à sua Mãe Santíssima, além de tornar mais fácil a missão de evangelização a que fomos chamados.
E como bênção maior de Deus, tivemos a graça de conhecer os Arautos do Evangelho e vir a fazer parte dessa Associação em que recebemos a cada dia novos meios de aprofundar na vida espiritual, através da oração fervorosa e constante, de atitudes concretas de apostolado, do exercício da caridade, da beleza da música e da solenidade nas cerimônias religiosas. O convívio nessa comunidade nos enche de alegria e de paz, aumenta cada vez mais em nós o amor a Deus e à sua Mãe Santíssima, além de tornar mais fácil a missão de evangelização a que fomos chamados.
É como um perfume que se espalha no ar: acaba atingindo também nossos familiares e amigos, atraindo-os para o mesmo ideal, numa reação em cadeia. Assim será contagiado um número cada vez maior de pessoas, que, por sua vez, irão propagar também a devoção a Nossa Senhora como forma de chegar a Jesus. A célula dessa expansão é a família, mais unida quanto mais fiel for à doutrina de Cristo. Se conseguirmos que muitas sejam assim, esse mundo será um dia uma antevisão do Céu que nos espera, um mundo onde Maria reinará soberana e triunfal, conforme prometeu em Fátima.
COMO VOAR NAS ALTURAS INFINITAS
SENDO ÁGUIAS DE DEUS!
“Ou é pelo teu mandado que remonta a águia e faz alto o seu ninho? Habita no penhasco onde faz a sua morada, sobre o cume do penhasco, em lugar seguro. Dali descobre a presa; seus olhos a avistam de longe. Seus filhos chupam sangue; onde há mortos ali ele está” Jó 39.27-40
“mas os que esperam no Senhor renovam as suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fadigam.” Isaías 40.31
A águia é conhecida em toda terra como a rainha das aves. Ela é a ave mais forte que existe na terra, podendo conduzir em vôo animais pequenos e até mesmo uma criança, tamanha sua resistência. Ela é a ave que voa mais alto, somente igualada em capacidade de vôo pelo condor. Na antiguidade, vários países e conquistadores usavam como insígnias de seus exércitos a figura de uma águia. Os exércitos romanos, os impérios da Rússia, Áustria, Prússia e até mesmo Napoleão também adotaram a águia como brasão. Muito se tem falado e ensinado acerca das águias. Muitas lendas se criaram a respeito dela. Diante de tantas qualidades já expostas e outras das quais ainda vamos falar, podemos entender que Deus criou a águia com propósitos especiais, para que nós pudéssemos extrair dela lições para nossas vidas.
Constrói o ninho no alto
A águia é conhecida em toda terra como a rainha das aves. Ela é a ave mais forte que existe na terra, podendo conduzir em vôo animais pequenos e até mesmo uma criança, tamanha sua resistência. Ela é a ave que voa mais alto, somente igualada em capacidade de vôo pelo condor. Na antiguidade, vários países e conquistadores usavam como insígnias de seus exércitos a figura de uma águia. Os exércitos romanos, os impérios da Rússia, Áustria, Prússia e até mesmo Napoleão também adotaram a águia como brasão. Muito se tem falado e ensinado acerca das águias. Muitas lendas se criaram a respeito dela. Diante de tantas qualidades já expostas e outras das quais ainda vamos falar, podemos entender que Deus criou a águia com propósitos especiais, para que nós pudéssemos extrair dela lições para nossas vidas.
Constrói o ninho no alto
A águia constrói nas alturas (montanhas ou altas árvores). Aproveita ninhos abandonados ou constrói novo. O local de ninho preferido é onde a presa pode ser avistada facilmente. É volumoso e é composto de varas, ramos, raízes, ervas daninhas, e mato. Com o ninho construído no alto, mantém-se acima do perigo (prudência). A Bíblia diz que devemos ser puros como pombas e prudentes com a serpente. O lugar alto do cristão é se estabelecer ao lado do Pai. Estar no lugar alto é estar no refúgio e na fortaleza do Senhor em intimidade com Deus e não ser abalado pelas provações ou alcançado pelos dardos inflamados do inimigo.A nossa missão nos é vista com clareza dos lugares altos, dada a intimidade com Deus, sabemos a vontade de Deus e então cumprimos a nossa missão com eficiência e segundo o coração de DEUS. O lugar do nosso ninho (de nos estabelecermos) é ao lado do Pai. Disso depende a nossa missão.
Olha para o sol
O olhos da águia olham em direção ao sol (Com uma membrana nictante é o único ser que pode olhar direto para o Sol. Uma estorinha contada sobre uma águia que é criada como galinha, diz que depois de várias tentativas de que a águia se lembrar de como era ser uma águia, quando o biólogo a coloca olhando em direção ao sol, ela se desperta e voa alto recuperando a sua alma de águia. O Salmo 121 fala “para os montes vou erguer meu olhar.. do alto me virá o socorro… o meu socorro vem do Senhor”; Jesus diz que “do alto sejais revestidos de poder” em Lucas 24.49. É para o alto que devemos olhar, é de lá que seremos capacitados pelo Espírito Santo de Deus para toda a obra. Nosso sol é Deus. A missão depende de para onde direcionamos o nosso olhar.
Voa acima das nuvens - Algumas águias chegam a ter asas de dois metros de envergadura (largura), mais que o comprimento de um homem! A envergadura das asas, de ponta a ponta, pode alcançar dois metros ou mais.
Como pode uma ave desse porte voar acima de três mil metros de altura? As penas de vôo (que se chamam remígios), chegam a ter 50 cm. As pontas das asas são fendidas de modo que ela possa abrir os remígios separadamente como se fossem dedos. Com todo esse equipamento, ela pode considerar-se senhora do espaço. As aves que voam têm o corpo muito leve, inclusive porque seus ossos são ocos. Em algumas partes internas os ossos possuem nervuras, como as de uma asa de avião, para torná-los mais fortes. O esqueleto de uma Águia calva, por exemplo, não pesa mais do que 300 gramas. Alguns ossos são soldados, isto é, ligados uns aos outros, de maneira a dar uma estrutura mais compacta a ave. O osso do peito é adaptado em forma de quilha, como a de um barco, e é chamado de carena, servindo com suporte para a musculatura peitoral. A estrutura óssea da águia é diferente de todas as outras aves. Todas as aves que existem no mundo têm uma estrutura óssea comprida, mas a da águia é cilíndrica; por isso, ela é a única de grande porte que pode voar e descansar enquanto voa, ao contrário das outras que precisam descer para descansar. Voa em direção ao céu. Enfrenta a tempestade e a ultrapassa (na forte tempestade não se esconde nem tenta inutilmente enfrenta-la, mas voa acima dela). A águia é a única que enfrenta uma tempestade. As demais, ao pressentirem uma tempestade, escondem-se. A águia, porém, passa por sobre a tempestade, e voa acima da turbulência das nuvens. Se coloca acima da tempestade. Um dia, tive o privilégio de estar num avião num dia em que nuvens pesadas cobriam o céu de Curitiba, que às três horas da tarde exibia a claridade de um final de tarde e um frio de 7 graus. Acima das nuvens havia um dia claro e ensolarado.
No livro de Habacuque encontramos um profeta exasperado pelas circunstâncias, ele faz um relato das situações e questiona Deus, mas termina o seu livro afirmando que apesar das circunstâncias caminha com passos desembaraçados e de cabeça erguida, dada a alegria no Deus que lhe garante a salvação e que é a sua fortaleza. O cristão tem sua confiança em Deus e n’Ele se alegre apesar das circunstâncias. É Deus que lhe possibilita voar acima dos problemas e enxergar o sol através das nuvens densas. A missão depende desse olhar de esperança em meio as adversidades e de estar acima delas.
Enxerga bem o alvo - A águia enxerga mais. Ela tem a visão mais apurada do mundo animal. Sua visão é de trezentos graus, quase o dobro do humano. Sua capacidade de enxergar a distância é oito vezes maior que a do ser humano. Além disso, ela consegue girar a cabeça em 180 graus. Ao longe, de distâncias impossíveis a olhos humanos, a águia avista a sua presa. Segundo os cientistas, ela pode enxergar até três quilômetros de distância. Jesus alerta seus discípulos a enxergar o que não estavam enxergando. Eles lhes mostram que tinham visão limitada da situação. Jesus lhes manda erguer os olhos e olhar os campos que já estavam prontos pra colheita. Enxergar o campo de missão e saber o momento certo de agir, definir alvos, objetivos e caminhar para eles é essencial para a missão ser bem sucedida. É a intimidade com Deus através de sua Palavra, de uma vida devocional ativa, da comunhão com os Santos e do mover do Espírito Santo de Deus em nós que nos faz enxergar adequadamente a missão a nós confiada. Enxergar com clareza os campos é essencial para a missão.
Corre em direção ao alvo - A águia é um animal veloz (percorre 300 km por hora).
“…corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé… Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas.”
O cristão corre, não se arrasta. Ele caminha e faz a obra do Senhor com o melhor de suas forças e persevera (na oração, na obra, na oposição ao pecado, no combate ou na provação). Paulo parece oferecer o segredo desse vigor: considerar Cristo e o que ele suportou. A fim de que não nos deixarmos abater pelo desânimo.
O ritmo da missão e o ânimo para desenvolvê-la vai depender do nosso olhar para Cristo.
Faz o trabalho sujo - A águia é uma ave de rapina que tanto caça animais vivos quanto se alimenta de animais mortos, limpando a natureza dos despojos de outros animais.
A Bíblia diz que ela vai estar onde há morte. E nós também.
Nosso lugar é onde há pecado e o Reino de Deus ainda não se estabeleceu. Jesus falou que não tinha onde reclinar a cabeça. E muitas vezes nós queremos como os discípulos montar tendas onde tudo está muito bem e a glória do Senhor está manifesta. Não nos interessa trabalhar se há dificuldades, queremos conforto, apoio, dinheiro disponível, equipes perfeitas, professores e líderes dóceis e acessíveis a nossa proposta. Nosso lugar não é no conforto. Nosso ministério é de abrir picadas onde não há caminho. Não fomos chamados para a sombra e a água fresca. Fomos chamados a carregar fardos.
Estar disposto ao trabalho sujo e pesado pode definir o resultado da missão
Trabalha em equipe - Vive em dupla (fiel a uma única companheira). Formam casais, e um casal precisa até 35 milhas de território para caçar. Um casal de águias caça frequentemente em conjunto: um persegue a presa até a cansar e o outro desce rápido e apanha-a!
Somos convidados ao trabalho no Corpo de Cristo. Não há espaço pra solidão, pra sobrecarga, para o autoritarismo, pro individualismo. É trabalho em equipe, em interdependência, onde buscamos caminhar juntos, em acordo; crescendo na convivência, respeitando e suportando uns aos outros.
Considerando que o trabalho pode ganhar um ritmo diferente do nosso pessoal, mas certamente será enriquecido pela contribuição do outro. Em alguns momentos teremos uma liderança e em outros estaremos na liderança. O que não significa que ninguém está em posição superior ao outro, mas em funções que exigem diferentes resultados e respostas.
Jesus apresenta o seu ministério caminhando em equipe, formando uma liderança. A solidão não faz parte do trabalho do Reino e sim a corporação. O Espírito distribui dons para que colaboremos na missão, do contrário teria dado todos os dons a uns só – escolhidos. E não é assim.
Estar aberto ao trabalho em grupo fará diferença na missão.
Conclusão
Portanto, a missão a nós confiada vai depender:
- de estabelecermos o nosso ninho (de nos) é ao lado do Pai.
- de direcionarmos o nosso olhar para as alturas.
- de ter esperança em meio às adversidades e nos colocarmos acima delas.
- de enxergar com clareza os campos da missão.
- de manter o ritmo da missão e o ânimo olhando para Cristo e considerando o que ele sofreu.
- de estar disposto ao trabalho sujo e pesado.
- de estar aberto ao trabalho em equipe, como corpo.
Que possamos usar a águia como exemplo e trazer à memória que a missão vai depender dessas características para ser bem sucedida.
E que o Deus criador e sustentador de todo o universo nos capacite e sustente a cada dia no desenvolvimento da missão do Reino de Deus!!
Fabiana Alcantara
Fonte: http://semeadoresdomestre.blogspot.com/2009/06/sendo-aguia-de-deus.html
O PERFIL DO MINISTRO DE MÚSICA
"... tenha visto um filho de Jessé, o belemita, que sabe tocar e é um valente guerreiro, fala bem, e é de bela aparência e Iahweh está com ele". (I Sm 16, 18).O ministro de música, antes de tudo, deve ser um homem de Deus. Deve ter uma vida reconciliada com Deus e os homens em vista da missão dada por Ele mesmo: evangelizar com a arte musical. Deve ser como Davi, que além de tocar era um valente guerreiro que falava bem e de boa aparência, no entanto o mais importante era que o SENHOR estava com ele: ele era um homem de Deus.
quando se fala de perfil do ministro, está se falando do pensamento do ideal para o serviço, que se constrói na vida cotidiana. Assim, enumeramos o que vem a ser luz e motivação diante do que Deus quer realizar:
1- Silêncio
"... um tempo para falar e um tempo para calar". (Eclo 3, 7)
O ministro de música precisa valorizar devidamente o silêncio dentro do seu ministério, sabendo discernir quando e como fazê-lo, este momento não deve ser infecundo, mas fecundo, pois é exatamente neste silêncio que Deus o visita e irriga a semente que Ele plantou; a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele plantou, a postura adequada é de escuta e acolhimento ao que Ele tem para dar.
É importante o silêncio no ministério, mas também é importante o silêncio do ministro de música, é sobretudo o próprio ministro que deve saber o tempo de calar e o tempo de ação, canto, evangelização.
Muitas experiências com Deus se dão no silêncio que se faz em Sua Presença e Majestade, vemos então a importância do silêncio, pois se há experiência há testemunho, e qual seria o sentido de ministrar música se não sou testemunha? Se no meu canto não há verdadeira evangelização? Tudo parte do meu silêncio orante diante de Deus e então começa a verdadeira missão, fundamentada na Vontade de Deus.
2- Obediência
"Eu sou a serva do Senhor: faça-se em mim segundo a tua palavra".(Lc 1,38).
Os que por Deus são chamados a serem ministros de música recebem com este chamado graças que o capacitam a corresponder esse chamado, dentre elas a obediência.
O que é a obediência do ministro de música senão fazer a vontade de Deus? Um músico eleito não faz mais a sua vontade, mas a de Deus, a não ser que sua vontade coincida com a de Deus... Mas sabemos que nem sempre é assim, então Deus nos concede a graça para que se possa ser fiel a Ele.
Na verdade não existe ministro de música não obediente, pois ser ministro de música não é uma escolha do músico, mas de Deus, e se o músico diz Sim ele correspondeu ao chamado Divino, em outras palavras: obedeceu.
A primeira pessoa a quem o ministro de música deve obediência é a Deus. As pessoas que devemos obedecer são na verdade, Mediadores da autoridade concedida por Deus. Devemos obediência as nossas autoridades, não por elas mesmas, mas porque a elas foi dada a missão de representarem a Deus.
O músico deve ser atento a sua vivência da obediência, pois Deus lhe chama constantemente a obediência para ser feliz, na oração pessoal, na leitura de Sua Palavra, na eucaristia ou através da mediação das autoridades constituídas por Ele, de uma maneira muito especial, as autoridades eclesiásticas, mas também o coordenador do ministério, por exemplo.
A obediência é uma grande fonte de bênçãos, eficaz instrumento que o Senhor utiliza para purificar a nossa vontade nos tornando livres para seguir Jesus Cristo. (cf. ECCSh 131).
a eficácia de uma evangelização depende totalmente da obediência, sem a obediência tocar ou cantar será em vão, de nada valerá..., pelo menos para nós, embora parcialmente edifique os outros.
3- Profissionalização
Além de uma necessidade e de ser vontade de Deus, a profissionalização é uma fonte de eficiência diante do empenho que é exigido no serviço, não deixando, de exigir um empenho próprio para conquistá-la, com entusiasmo e perseverança. É muito importante ressaltar que ela está abaixo do amor a Deus, não pode ser prioridade quando não há vida concreta de oração, pois será um simples sinal deste amor.
Na velha batalha entre a vida espiritual do ministro e o seu desejo de progresso, no tocar ou no canto, que só será verdadeiro se for fruto do progresso interior, pode-se dizer que profissionalizar-se é viver um dos aspectos necessários no cumprimento da missão própria do ministro de música, afinal Deus fará na humanidade do servo a aptidão natural aperfeiçoada pelo conhecimento, estudo técnico, cuidados básicos com os devidos instrumentos utilizados, desde a bateria até as cordas vocais.
Haja, contudo, um cuidado quando se busca a técnica, com a influência de instrutores(as) de música que tenham, além de uma visão, uma vida ou ideologia não evangélica, especialmente na área específica da qual estamos tratando. Isto para que não haja quebra de uma reta intenção do coração, muito menos a direção que deve tomar o ministro no seu serviço. Se a técnica é instrumento de desvio, melhor seria operar a graça na "fraqueza" do servo. Ser um profissional no Reino pede uma maturidade e uma abertura para que Deus continue sendo o centro das opções e da vida do músico.
O humilde, pousa os olhos no Senhor: "Tu sois Santo, Tu sois Altíssimo." Sabe que por si só nada tem e nada é; reconhece imediatamente o bem que em si existe e as qualidades que possui, mas tem sempre em mente a expressão: Que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias como se não o tivesses recebido? (I Cor 4,7); humilha-se no reconhecimento do seu próprio nada e da sua absoluta dependência de Deus, e mantém-se no lugar que lhe compete.
O humilde vê com clareza que tudo recebeu de fora, tanto na ordem da natureza: vida, corpo, inteligência, talento, saúde e força, olhos, membros, etc; como na ordem da graça. "Deus produz em nós o querer e o agir"(Fil 2,13), "não que por nós mesmos sejamos capazes de pensar coisa alguma, porque a nossa suficiência vem de Deus"(II Cor 3,5); nenhum pensamento, nenhuma decisão salutar, grata a Deus, nenhuma obra boa, nem mesmo a mais íntima, nenhuma oração. Nenhum ato de fé ou de caridade provêm do servo nem pode-se tomar completamente para si. Mesmo a cooperação com a graça, o fato de não se abusar dela e de se lhe corresponder inteiramente, é fruto da ação de Deus na vida do ministro. Quão exatas são as palavras do Apóstolo: "Que tens tu que não tenhas recebido?" Nada, absolutamente nada !
Ele sabe, todavia, que há algo exclusivamente do homem: o pecado. O humilde sabe muito bem que, abandonado a si mesmo, só disso é capaz: de pecar. Se não caiu ainda nestes ou naqueles pecados, não o deve a si mesmo, mas unicamente a Deus que, na sua infinita misericórdia, o preservou: isolado não teria podido defender-se. Como o publicano do Evangelho, reconhece-se pecador, e indigno de levantar os olhos ao céu, indigno da estima e do afeto dos homens; merecedor de ser tratado apenas como é: um pecador.
É dizer como São Francisco: "Quem és Tu, quem sou eu". É olhar para si com os olhos de Deus para conhecer-se, acolher-se e amar-se com o Seu amor. Como transbordamento de uma conversão que se dá constantemente a partir deste conhecimento saberá o ministro ser, na sua missão, o que Deus quer, o que Ele pensa, o que Ele espera.
5- Serviço:
Aquele que serve "deve 'fazer-se tudo para todos'(I Cor 9,22) a fim de conquistar todos para Jesus Cristo... Particularmente, não imagine ele que lhe é confiado um único tipo de almas..." (CIC 24).
Uma forte característica do bom ministro de música é o serviço: lavar os pés dos outros com água nova, amar a todos, dar-se sem medir, fazer a vontade de Deus... sempre no louvor, fazendo uso de uma linguagem atualizada e própria para cada instante. Aqui se pode destacar tanto a renovação do repertórios utilizados nas diversas assembléias (congressos, cursos, missas...), como o uso dos carismas em benefício do povo ao qual se serve.
É importante, neste aspecto do serviço, refletir que:
SER DA LINHA DE FRENTE é servir primeiro, buscando imitar mais de perto o Senhor, sofrendo as primeiras conseqüências, chegando antes e saindo depois.
ESTAR NA OFENSIVA E NA DEFENSIVA é servir na batalha espiritual, ao Senhor e ao seu povo. Dispor tudo para Deus indo contra a ação silenciosa, sutil ou mesmo nítida do inimigo, intercedendo para que se abra o céu num derramamento de graça. Estar atento ao que possa romper com a ação de Deus e pela graça, pela unção, defender a assembléia, "o coração do homem", contra os ardis do demônio, ou mesmo, contra as próprias tendências da carne.
O ministro de música está:
- A serviço da Trindade: Servir ao Pai, por Cristo, no Espírito, fazendo, por sua vez, a vontade de Deus - como Jesus, pobre, obediente e casto - na unção do Espírito, precisando ir onde Deus mandar, esperando, vivendo e crendo n'Ele. Por amor...
- A serviço do povo de Deus: Ë para o povo que existe o ministério de música. Este é auxílio, porte da graça. Deus realiza por meio de homens para alcançar outros homens. Não é fazer o que o povo quer e sim saber o que Deus quer fazer em favor do povo. Servir bem é, portanto, dar somente o que vem de Deus para saciar a fome e a sede do povo.
- A serviço da Igreja: Ministramos o que cremos e não a nós mesmo, e não a cultura, o conhecimento por ele mesmo, a lógica. Ministramos a verdade conhecida e experimentada, a graça recebida e transbordada, a fé acolhida e vivenciada. É indispensável a coerência entre a vida do servo e a fé professada pela Igreja, afinal, como Igreja as partes formam um todo que necessita estar em unidade e esta unidade exige conhecimento, busca da verdade, renúncia das próprias mentalidades geralmente formadas pelos ditames do mundo.
6- Disponibilidade
Numa visão generalizada aquele que deseja cuidar com fidelidade da missão à qual o Senhor lhe convidou a servir, necessita estar disposto a dar-se sem medidas. "Amar é dar-se até doer". (Madre Teresa de Calcutá). O ministro de música é igualmente chamado a sair de si, a servir. Não é um ministério para os que se servem, nem tão pouco para os que preferem servidos, mas para os que preferem oferecer gratuitamente o que recebem de Deus e o fazem por gratidão ao próprio Deus. O desejo do sacrifício deve, assim, ser como um motor que leve o eleito a sempre ir além, a dispor não somente as suas possibilidades e potências ao Senhor e aos irmãos, mas ao sacrifício cotidiano do que é lícito para unir, como a viúva no templo, o que de nós é mais precioso em favor da edificação do Reino.
Existem, contudo, algumas formas de servir-se no ministério: não participar de ensaios; não comparecer às formações; cantar ou tocar apenas o que se gosta ou quando se está bem, ou ao menos considera estar bem. Quem está neste rol precisa buscar a sua verdade pelo fato de ainda não ter entendido que ministério é serviço a Deus e ao outro.
7- Maturidade humana
Ao falarmos sobre o tema maturidade humana imediatamente imaginamos que seja o momento da vida do homem no qual alcançou o discernimento pleno para dirigir sua vida e realizar grandes coisas sozinho, no entanto, na vida cristã, o homem atinge a maturidade no momento em que conhece a sua verdade, sua pequenez, sua fraqueza, lança-se inteiramente nas mãos de Deus e colabora com a sua ação.
Exatamente porque reconhece a sua fragilidade, sua pequenez, sabe que não pode dirigir sua vida sozinho, necessita da ação do Espírito Santo sobre a sua natureza humana, porque só o Espírito desenvolve perfeitamente as suas capacidades humanas, intelectuais, espirituais, suas aptidões, até que alcance a idade madura.
Uma boa maneira de perceber como se caminha para a maturidade é poder responder, na verdade a algumas indagações como:
- Tenho compreendido que necessito me relacionar intimamente com o Espírito Santo? Sou um daqueles que agem como se o Espírito Santo não existisse? Tendo o Espírito Santo em mim, posso continuar com uma vida medíocre?
- Sou bastante dócil ao Espírito Santo, bastante disponível para seguir seus conselhos ditos em segredo ao meu coração, seus misteriosos convites? Sou capaz de responder a seus apelos pelo verdadeiro progresso que é o interior?
- Tenho agilidade diante dos impulsos do Espírito Santo? Deixo o Espírito Santo inteiramente livre para dirigir a minha vida de acordo com a sua vontade?
- Tenho colaborado com todas as minhas forças com a ação do Espirito Santo para que todas as minhas aptidões, talentos sejam plenamente desenvolvidos? Deus me deu muitos talentos a nível espiritual, humano, intelectual e eu tenho colaborado para que estes talentos se multipliquem?
- Nas minhas tribulações, nas minhas dúvidas, tenho sabido invocar o Consolador? Sou eu um obstáculo à ação do Espírito Santo em minha própria alma?
- É mais um dos caminhos que o ministro necessita, com diligência, trilhar para servir conformado ao Evangelho. Como ensina a Santa Madre Teresa de Jesus de Ávila: "Quanto mais humano, mais santo".
8- Unidade
Para que a música seja ministrada com poder, na ação do Espírito, é preciso que haja harmonia de relacionamento entre aquele que ministra a música e aqueles que irão fazer uso da Palavra; entre quem anima e quem conduz a oração; entre vocal e instrumental; entre vocais; entre instrumentistas; entre ministério e assembléia. Enfim, a unidade, que será fruto de uma graça de oração e docilidade à ação do Espírito, é essencial para que todos bebam de todo bem, graça e unção que Deus deseja derramar.
Por exemplo, após uma pregação a música a ser ministrada deve ser uma continuidade de tudo o que foi pregado, desta maneira, não haverá quebra no que estava sendo conduzido. Para haver esta harmonia entre a pregação e a música, o ministro deve estar atento o tempo todo ao que está acontecendo, ao que está sendo falado.
Em outros casos, como a Celebração Eucarística, é preciso haver coerência entre o tom da liturgia, conforme o tempo onde se está celebrando, e o serviço na música. Na quaresma não se canta o glória nem aleluia, caso o ministro não seja bem formado e faça uso de um desses cantos, estará indo de encontro com o que pede a liturgia, e isto é uma forma de se quebrar a unidade.
Existem muitas formas de construir ou de quebrar a unidade, cabe a cada ministro o zelo pelo conhecimento pessoal das mentalidades que se traz quanto ao "ser" e o "fazer" o melhor, como no que diz respeito ao conhecimento intelectual de liturgia, oração de grupo, animação, da mesma forma, que o conhecimento da vontade de Deus para cada instante em que se serve. Sem docilidade e disponibilidade a Deus e aos irmãos não se constrói a unidade.
9- Postura
Para ministrar com poder também é preciso um cuidado com a aparência, pois o músico deve sempre ter a postura de servo, para Jesus aparecer no seu lugar. Outrossim, como o músico é templo do Espírito Santo (I Cor 3, 6), deve cuidar do templo que é ele mesmo e vestir-se com sobriedade, usando roupas que não provoquem sensualismo. Não vista-se com exuberância, mas com simplicidade. Para facilitar, é bom até que se tenha um uniforme, algo simples, para ser usado nas apresentações, eventos ou missas e dar um toque especial na unidade.
A postura do músico não deve ser a de aparecer com seu instrumento ou sua voz, mas de deixar Cristo aparecer em si mesmo. É importante que o músico cante com o corpo todo, mas que não faça gestos exagerados nem escandalosos.
O músico não precisa focar escondido atrás das caixas ou do seu instrumento. Há pessoas que se escondem atrás de uma guitarra, ou de um teclado, para não deixar que Jesus o cure e o toque!
Outra dica importante é evitar conversas paralelas que não estão no contexto do evento e que não hajam certos tipos de brincadeiras, durante a atuação do ministério, ou melhor, a sobriedade caminhe ao lado de todo aquele que se dispõe ao serviço.
10- Alegria
São Tiago nos diz: "Está alguém alegre? Cante salmos" (Tg 5, 13).
A alegria é a expressão maior de quem tem Deus no coração. Dizia Santo Agostinho: "Um Santo triste é um triste santo!". O coração e o rosto do músico devem transbordar de alegria, pois não convence ninguém um cantor que ministra sem a graça do louvor e da alegria.
"Alegre-se o coração dos que buscam o Senhor" (Sl 105, 3).
PECADOS CAPITAIS
Recebem este nome (do latim "capitis" = cabeça) por serem origem de uma série de outros pecados. São sete. Vamos apresentá-los, junto com as virtudes opostas.
Soberba e Humildade - A soberba (orgulho) consiste na estima desordenada de si mesmo, no desejo de sentir-se superior aos outros e de ser assim estimado. É o famoso "nariz empinado". Alguns defeitos podem nascer da soberba, como por exemplo a presunção (o presunçoso se super-estima, julga-se sempre "o bom"), a ambição (busca de prestígio por motivação egoísta de honras, autoridade sobre os outros, etc), vanglória (celebração vaidosa dos próprios merecimentos, por vezes irreais, para se sentir superior). Aqui também se encaixam a jactância (falar de si ou do que se reverte em seu favor com a intenção de se fazer estimar), a ostentação (necessidade de atrair as atenções sobre si com os excessos) e a hipocrisia (simulação de virtudes que não possui).
Para combater a soberba é preciso praticar a virtude da humildade, que consiste em reconhecer-se quem e o que se é, com qualidades dadas por Deus, mas também com defeitos que precisam ser corrigidos.
Avareza e Desprendimento - A avareza (ganância), é o desejo desordenado de acumular riqueza, colocando nelas o seu coração, e sua segurança. Desta forma, a riqueza passa a substituir o próprio Deus (idolatria da matéria). O avarento corre o risco de ser profundamente egoísta, injusto, desonesto, explorador e outros defeitos, pois vive em função do lucro.
Para combater a avareza é preciso a virtude do desprendimento, que consiste em não se apegar em nada, mas colocar toda a sua confiança em Deus. Esta é a pobreza evangélica, de que tem em Deus sua única riqueza.
Luxúria e Castidade - A impureza (luxúria) é o desejo desordenado dos prazeres sexuais, dentro ou fora do matrimônio. É a situação da pessoa que "só pensa naquilo". Pecados anexos à luxúria (que não tem nada a ver com luxo, conforto) são, dentre outros, o adultério (relação extra-conjugal com uma pessoa casada), a fornicação (relação com pessoas solteiras do outro sexo fora do matrimônio), a bestialidade (relação envolvendo animais), estupro (relação violenta, contra a vontade de outrém), o incesto (relação entre pessoas consangüíneas), masturbação (procura solitária do prazer sexual), maretrício (prostituição), onanismo (coito interrompido), sodomia (coito anal), homossexualismo (prática sexual com pessoa do mesmo sexo), etc.
O remédio contra a luxúria é a castidade.
Gula e Temperança - A gula é o desejo desordenado pela comida ou bebida. A pessoa come e bebe enquanto estiver vendo, apenas pelo prazer de comer, sem ter real necessidade da quantidade que ingeriu. Traz consigo os pecados do desperdício, da embriaguez, dissipação, loquacidade (falar demais), falta de modéstia e de respeito, etc.
A virtude oposta é a temperança, que modera a atração pelo prazer excessivo.
Ira e Perdão - A ira é um impulso desordenado contra alguém ou contra alguma coisa. É uma perca de controle da situação, por ter o "pavio curto". Pode levar a pessoa até mesmo a matar, física ou moralmente (através das ofensas e injúrias proferidas contra o outro). Também produz ódio, traições, lutas entre famílias ou mesmo nações.
O melhor remédio contra a ira é a caridade (cf. 1Cor 13), que conduz ao perdão.
Inveja e Benevolência - A Inveja é o vício pelo qual o homem experimenta tristeza profunda diante do bem alheio e deseja que este bem seja destruído. O invejoso não se contenta nunca com o que tem, pois sempre achará alguém que tem mais que ele e que ele julga não merecer. Ele não suporta o sucesso dos outros e não se conforma em ver alguém melhor do que ele mesmo. A inveja excita o ódio, leva a falar mal dos outros e mesmo caluniá-los ou desejar-lhes mal.
A virtude oposta é a benevolência, que é agir contra o sentimento de inveja, é reagir desejando o bem da pessoa invejada, fazer-lhe o bem e falar bem dela.
A virtude oposta é a benevolência, que é agir contra o sentimento de inveja, é reagir desejando o bem da pessoa invejada, fazer-lhe o bem e falar bem dela.
Preguiça e Diligência - A Preguiça (ou acédia) é a falta de disposição ao trabalho ou estudo, decorrente normalmente, de falta de vontade. A pessoa está sempre cansada, mesmo não tendo feito esforço nenhum. A pessoa preguiçosa é levada a se omitir em muitas coisas. Pela preguiça muitos filhos não obedecem aos pais, muitos pais educam mal seus filhos, muitos trabalhadores fazem o seu serviço de maneira desleixada, prejudicando a outros e a si mesmo entre outros.
A Diligência ou fervor é o remédio contra a preguiça. Também muito ajuda a mortificação (pequenos e freqüentes exercícios da vontade), o jejum, e a meditação sobre os Novíssimos (ou, sorte final dos homens).
A Diligência ou fervor é o remédio contra a preguiça. Também muito ajuda a mortificação (pequenos e freqüentes exercícios da vontade), o jejum, e a meditação sobre os Novíssimos (ou, sorte final dos homens).







um musico eleito não faz mais a sua vontade,mais a de Deus.
ResponderExcluirMuito legal essas formações... Mas assim que der posta alguma formação de Santa Terezinha tenho um carinho muito grande por ela e tudo que eu souber será melhor pra minha vocação pro meu chamado e tudo que Deus nos pede!
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