As relações entre envolvimento religioso e saúde.
De acordo com levantamento publicado na Revista de Psiquiatria Clínica, no Brasil 83% da população considerara a religião muito importante para sua vida, enquanto 37% da mesma freqüenta serviços religiosos pelo menos uma vez por semana.
O trabalho é da autoria de Alexander Moreira-Almeida, professor adjunto de Psiquiatria e Semiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora e colegas, e foi disponibilizado na edição de janeiro de 2010.
Segundo os autores, para colheita de dados, foram incluídos no estudo 3.007 indivíduos (2,346 adultos com 18 anos ou mais e 661 adolescentes de 14 a 17 anos) de 143 cidades. Foram contemplados por eles critérios religiosos como: filiação, religiosidade organizacional e subjetiva. A filiação religiosa foi avaliada usando questões como ‘qual é sua religião?’ – com respostas possíveis ‘Afro-brasileira (umbanda e candomblé)’, ‘Espiritismo Kardecista’, ‘Catolicismo’, ‘Protestantismo’, ‘outra’ e ‘nenhuma religião’.
Nos resultados da pesquisa, os especialistas destacam que “cinco por cento dos envolvidos declararam não ter religião, 83% consideraram religião muito importante para sua vida e 37% frequentavam um serviço religioso pelo menos uma vez por semana.
As filiações religiosas mais frequentes foram Catolicismo (68%), Protestante/Evangélica (23%) e Espiritismo Kardecista (2,5%). Dez por cento referiram frequentar mais de uma religião. De modo semelhante a estudos em outros países, maior idade e sexo feminino se associaram a maiores níveis de religiosidade subjetiva e organizacional, mesmo após o controle para outras variáveis sociodemográficas”
Para Alexander e colegas, “posto que religiosidade possui várias conexões com saúde, incluindo níveis globais de saúde, mortalidade e uso de serviços de saúde, é muito importante compreender a distribuição da religiosidade na população como um todo e em relação com variáveis sociodemográficas. Nossos achados mostram que a religiosidade se mantém importante para a maioria dos seres humanos, inclusive os brasileiros. Essa importância é ainda maior entre mulheres e idosos, dois grupos com necessidades específicas de cuidados em saúde e para quem a religiosidade é frequentemente um importante modo de lidar com situações estressantes como o adoecimento”.
Para ler o artigo na íntegra, acesse: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832010000100003&lng=en&nrm=iso&tlng=pt


