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Islamitas degolam 15 cristãos na Nigéria



KANO, Nigéria, 30 dez 2012 (AFP) - Um grupo de islamitas degolou 15 cristãos na região nordeste da Nigéria, informou uma fonte dos serviços de emergência locais.
"Segundo as informações que recebemos, os criminosos entraram em algumas residências e mataram 15 pessoas que estavam dormindo", disse a fonte, que pediu anonimato. As autoridades haviam informado no sábado o ataque, executado na sexta-feira em Musari, mas com um balanço de cinco mortos e sem revelar outros detalhes.
Musari se encontra nos arredores de Maiduguri, reduto do grupo islâmico Boko Haram.
O tenente-coronel Sagir Musa, porta-voz militar na região, disse à AFP neste domingo que manteve o saldo de cinco mortos e disse que alguns foram mortos com tiros e outros foram atacados com facões.
Referindo-se às vítimas, uma fonte que pediu anonimato disse que "incluem um guarda de trânsito e 14 civis. As vítimas foram escolhidas porque eram todos cristãos, alguns dos quais haviam se mudado para outras partes da cidade devido aos ataques do Boko Haram".
Os moradores suspeitam que os agressores são membros de Boko Haram.
"Os agressores entraram silenciosamente em casas cujos moradores eram cristãos", disse um vizinho.
Estima-se que os ataques do Boko Haram já deixaram mais de 3.000 mortos na Nigéria desde 2009.
A Nigéria, o país mais populoso da África e um grande produtor de petróleo, está dividida entre o norte predominantemente muçulmano e o sul predominantemente cristão.
Fonte: http://noticias.uol.com.br

PAQUISTÃO: PROPOSTA DE PROIBIR A BÍBLIA NO PAÍS

O partido islâmico radical Jamiat Ulema-e-Islã entrou com um recurso no Tribunal Supremo do Paquistão e lançou uma campanha de sensibilização pedindo que se proíba a circulação da Bíblia, definida por eles, “livro pornográfico” e “blasfemo”. É um novo ataque contra a comunidade cristã no Paquistão, que está com medo por causa dos ataques e ameaças sofridos depois da morte de Bin Laden, amedrontada pela lei da blasfêmia, que pune com a pena de morte aqueles que insultam o Alcorão ou o Profeta Maomé.
O grupo radical Jamiat Ulema-e-Islam, que tem sede geral em Karachi, lançou a campanha durante um encontro público. Segundo o líder do grupo, Abdul Rauf Farooqi, alguns trechos da Bíblia descrevem como “imorais” alguns personagens considerados profetas pelos muçulmanos.
“Esta ação pode alimentar o ódio religioso contra os cristãos. É uma ameaça à convivência pacífica, um ataque ao coração de nossa fé” – disse, desconcertado, Padre Saleh Diego, que preside a “Comissão Justiça e Paz” na arquidiocese de Karachi. “Como cristãos, estamos já muito fragilizados e nos sentimos submetidos a pressões pela iníqua lei da blasfêmia. Estes grupos radicais querem nos cancelar completamente. Certo, são apenas grupos minoritários e auspiciamos que líderes muçulmanos moderados levantem suas vozes para deter esta campanha de ódio” – destacou.
“Nossa resposta, como cristãos no Paquistão, não pode ser outra do que reiterar a urgência do diálogo e do respeito de todos os símbolos religiosos e livros sagrados, de todas as religiões. Esperamos que em nível internacional possa surgir uma resposta mais forte e firme, que nos apóie” – concluiu Padre Diego, pedindo uma mobilização dos cristãos e das instituições internacionais para deter a campanha contra a Bíblia
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