Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Semana Santa. Mostrar todas as postagens

Publicado o texto das meditações da Via-Sacra com o Papa Francisco na Sexta-Feira Santa

Foto News.va
Vaticano, 16 Abr. 14 / 01:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice divulgou nesta terça-feira o texto das meditações que serão lidas durante a Via-Sacra que o Papa presidirá na Sexta-Feira Santa no Coliseu Romano.
Os textos foram escritos pelo Arcebispo de Campobasso-Boiano (Itália), Dom Giancarlo Maria Bregantini. As meditações deste ano têm por tema “Rosto de Cristo, Rosto do homem”.
Segue abaixo o texto na íntegra da Via-Sacra:
DEPARTAMENTO PARA AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS
DO SUMO PONTÍFICE

VIA-SACRA
NO COLISEU
PRESIDIDA POR SUA SANTIDADE
O PAPA FRANCISCO
SEXTA-FEIRA SANTA
Roma, 18 de Abril de 2014
«ROSTO DE CRISTO,
ROSTO DO HOMEM»
MEDITAÇÕES
preparadas por Sua Excelência Reverendíssima
D. Giancarlo Maria Bregantini
Arcebispo de Campobasso-Boiano

INTRODUÇÃO
Adoramus te, Christe
Schola cantorum:
Adoramus te, Chiste, et benedicimus tibi,
quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Domine, miserere nobis.
Santo Padre:
V/. In nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti.
R/. Amen.

O Papa Francisco lavará os pés de deficientes físicos de diferentes idades, sexo, raça e religião


Papa Francisco na Quinta-Feira Santa de 2013. Foto: News.va
VATICANO, 14 Abr. 14 / 03:21 am (ACI/EWTN Noticias).- Este ano o Papa Francisco lavará os pés de doze deficientes físicos de diferentes idades, sexo, raça e religião, durante a missa da Ceia do Senhor da Quinta-Feira Santa que celebrará no Centro Santa Maria da Providência de Roma.
O diretor do centro, Salvatore Provenza, explicou ao grupo ACI que os pacientes têm entre 20 e 70 anos de idade e foram escolhidos “em função de suas deficiências, relacionadas em sua grande maioria com doenças degenerativas e problemas neuromotores”.
“Queremos representar todas as patologias que tratamos, e dar valor à reabilitação e dignidade aos doentes. Assim como fez o nosso fundador Pe. Gnocchi com os feridos da Segunda Guerra Mundial”, disse.
Provenza assinalou que os pacientes “ainda não sabem que o Papa lhes lavará os pés” e “serão informados nos próximos dias”. Entre estas pessoas há doentes de Parkinson, Alzheimer, esclerose, ictus cerebral e deficientes por acidentes.
O Centro Santa Maria da Providência, pertencente à Fundação Pe. Carlo Gnocchi, foi escolhido pelo Papa Francisco depois do pedido feito por Dom Angelo Bazzari, presidente desta fundação, durante uma audiência geral no Vaticano.
“Disse-lhe ao Papa que se no ano passado por ocasião da Quinta-Feira Santa foi a uma prisão para menores Casal del Marmo, próxima a nosso centro, que nós trabalhamos com pessoas frágeis e sua visita seria uma alegria”, explicou Provenza.

O Papa alenta a meditar na Semana Santa sobre quem somos diante de Jesus que sofre



Papa Francisco. Foto: Grupo ACI
VATICANO, 14 Abr. 14 / 12:30 am (ACI/EWTN Noticias).- Em sua homilia da missa de Domingo de Ramos, o Papa Francisco exortou os fiéis a meditar sobre a paixão de Jesus durante a Semana Santa, perguntando-nos “quem sou eu, diante de Jesus que sofre?”.
Na Missa de hoje, com a qual se inicia a Semana Santa, o Papa Francisco usou um báculo pastoral de madeira, trabalhado de um tronco de oliveira, doado por um grupo de detentos da Casa de Detenção de Sanremo.
Conforme informa a Rádio Vaticana, o Papa indicou que “esta semana começa com a procissão festiva com os ramos de oliveira: todo o povo acolhe Jesus. As crianças, os jovens cantam, louvam Jesus. Mas esta semana segue adiante no mistério da morte de Jesus e da sua ressurreição”.
“Ouvimos a Paixão do Senhor. Fará bem a nós nos fazermos somente uma pergunta: quem sou eu? Quem sou eu diante do meu Senhor? Quem sou eu diante de Jesus que entra em festa em Jerusalém? Sou capaz de exprimir a minha alegria, de louvá-Lo? Ou tomo distância? Quem sou eu, diante de Jesus que sofre? Escutamos tantos nomes, tantos nomes”.
Francisco assinalou que “O grupo de líderes, alguns sacerdotes, alguns fariseus, alguns mestres da lei, que tinham decidido matá-Lo. Esperavam a oportunidade para prendê-Lo. Eu sou como um deles? Escutamos também um outro nome: Judas. 30 moedas. Sou como Judas? Ouvimos também outros nomes: os discípulos que não entendiam nada, que adormeciam enquanto o Senhor sofria”.
“A minha vida está adormecida? Ou sou como os discípulos, que não entendiam o que era trair Jesus? Como aquele outro discípulo que queria resolver tudo com a espada: sou como eles?”.

VEJA A PROGRAMAÇÃO DA SEMANA SANTA


COMUNIDADE NOSSA SENHORA DE FÁTIMA - RCC
Rua José de Carvalho, 498, bairro Autran Nunes, Fortaleza-CE

CAPELA SANTA TEREZINHA
Av. da Liberdade com R. Desembargador Felismino, bairro Autran Nunes, Fortaleza-CE
DOMINGO DE RAMOS
Celebração: as 19h na Capela Santa Terezinha – Diac. Nonato
Observação: Concentração as 17h30min na Pracinha do Calçadão, na Rua Graco Cardoso, para Procissão de Ramos
Sentido Litúrgico: A celebração do Domingo de Ramos tem dois momentos: a Benção dos Ramos, com a procissão entusiasmada de louvor; e a Missa, na qual refletimos sobre o Mistério Pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Participar da Procissão de Ramos é acolher Cristo como o Bendito que vem em nome do Senhor, demonstrando que Ele é o centro de nossa vida. Os ramos são um sinal do encontro com Cristo em sua caminhada à Jerusalém. Ao levarmos os ramos para casa, simbolizamos nosso compromisso com Cristo de acompanhá-lo até a Casa do Pai, no Reino dos Céus.

QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO
Celebração: as 18h na Capela Santa Terezinha – Padre Sá
Sentido Litúrgico: A Quinta-feira Santa é o começo do Tríduo Pascal. Conta o Evangelho de João que, após lavar e enxugar os pés dos discípulos, Jesus disse: “Vocês me chamam Mestre e Senhor e eu o sou. Se eu lhes lavei os pés, vocês devem lavar os pés também uns dos outros” (Cf. Jo 13, 12-14). Eram os servos e os escravos que se ajoelhavam no chão, retiravam as sandálias, lavavam e secavam os pés dos senhores. Jesus se faz servo e propõe aos discípulos a prática do amor serviçal.
Na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo reúne o clero da diocese e preside a “Missa do Crisma” ou dos “Santos Óleos”. É a solene renovação da ordem, o sacramento do serviço amoroso, cuja origem vem do mandato de Jesus na última ceia: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). Os sacerdotes são revestidos do ministério de Jesus, e, em seu nome, servem o povo de Deus. O bispo consagra o óleo do crisma e os óleos que serão usados no batismo e na unção dos enfermos. Cada sacerdote recebe uma medida, em sinal de unidade da Igreja ao redor de Cristo Mestre, Servidor e Sacerdote. A liturgia da noite de Quinta-feira Santa celebra a instituição da Eucaristia.
A transladação conclui a liturgia da Quinta-feira Santa. Após a celebração eucarística, o pão consagrado é transferido para um altar lateral da igreja, diante do qual os fiéis fazem vigília, acompanhando Jesus na noite de sua prisão e agonia. A simplicidade e o silêncio do pão eucarístico envolvem o mistério da presença de Cristo ressuscitado na comunidade.

SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Celebração: as 15h na Capela Santa Terezinha – Diac. Gilson
Locais das Estações:
1ª Estação – local: Capela Sta. Terezinha – oração: Socorrinha
2ª Estação – local: Casa da Telma – oração: Josineuda
3ª Estação – local: Com Nossa Sra. de Fátima – oração: Paulinho
4ª Estação – local: Casa da D. Edileuza – oração: Aurisan
5ª Estação – local: Casa da Sandrinha – oração: D. Luzia
6ª Estação – local: Casa da Rosângela – oração: Cleufa
7ª Estação – local: Casa da Paizinha – oração: Joana
8ª Estação – local: Praça esquina (Rua José de Carvalho) – oração: D. Luzia
9ª Estação – local: Casa da D. Maria(Cap. Sta. Terezinha) – oração: Camila
10ª Estação – local: Casa da Vanusa – oração: Rosângela
11ª Estação – local: Casa do Valderlandi – oração: Romário
12ª Estação – local: Casa da D. Maria(R. Daniel de Castro) – oração: D. Aldênia
13ª Estação – local: Casa da Toinha – oração: Telma
14ª Estação – local: Capela Sta. Terezinha – oração: Claudenilce
(Equipe responsável pela Via Sacra: Rosângela e Josineuda-Com Nossa Sra. de Fátima; Telma e Luzia-Cap Sta. Terezinha)
Sentido Litúrgico: A Sexta-feira Santa, ou da Paixão, é o dia mais celebrado na devoção popular. Via-sacra encenada, procissão do Senhor morto, procissão do encontro e até a folclórica malhação do Judas mobilizam o sentimento, a devoção e a fé das pessoas.
A Igreja se reveste de um silêncio reverente diante da paixão do Senhor. As primeiras comunidades cristãs, ao comunicarem o Evangelho, evitavam dizer que Jesus havia sido crucificado. Era loucura e escândalo crer em um traidor que fora condenado ao suplício da cruz. Nossos sofrimentos não se aproximam do que Jesus sofreu por nós. É um grande mistério: se Deus pode tudo, não poderia salvar o mundo sem que Jesus passasse pela cruz? Pode-se dizer que Deus provou seu amor e sua solidariedade, passando por tudo o que nós passamos: a dor e a morte.
Essa é a loucura da cruz de que fala o apóstolo Paulo. Uma pessoa apaixonada faz qualquer loucura e não mede sacrifícios e riscos para agradar o ser amado. É o que Deus fez por nós. A Semana Santa nos convida a refletir, a contemplar esse amor e a deixar que ele nos transforme em pessoas novas, libertadas do pecado e santificadas pela morte e ressurreição de Jesus.

SÁBADO DE ALELUIA
Celebração: as 19h na Capela Santa Terezinha – Diac. Gilson
Sentido Litúrgico: O Sábado Santo ou de Aleluia é reservado ao silêncio e à esperança amorosa da ressurreição. Enquanto o Senhor desce às profundezas da condição humana mortal e vence o poder da morte eterna, a Igreja espera, ansiosa e confiante, na certeza de que Ele vive e, em breve, ecoará por todo o universo o Aleluia pascal, a passagem de toda a criação para a vida nova, libertada e definitiva. A fé e a esperança revestem o coração humano de paz.
A paz é o dom que o Ressuscitado compartilha com os discípulos em forma de saudação: “a paz esteja convosco”. A paz conquistada por quem enfrentou e venceu a mais terrível e dolorosa luta e entregou a vida por amor. A paz que reveste o corpo chagado e glorioso do Ressuscitado com o manto branco da ressurreição, dom do Pai e ação do Espírito Santo.
A Vigília Pascal é o rito mais longo do Ano Litúrgico e também mais importante por proclamar solenemente a ressurreição de Cristo, fundamento da fé. É oficiado após o escurecer do Sábado Santo, porque conforme a sagrada tradição judaica, ao anoitecer celebra-se o começo do dia seguinte. Portanto, na Vigília, já é proclamada a ressurreição do Senhor e, com Ele, toda Igreja passa da morte para a vida. Faz-se a renovação das promessas do batismo e a ceia eucarística, na qual o Irmão Ressuscitado reúne seus irmãos e irmãs na partilha do pão.
A Vigília começa com o acendimento do fogo novo. O significado do fogo na Bíblia é a proximidade de Deus e sua comunicação com o ser humano. No Evangelho, o próprio Jesus nos aconselha a estarmos em vigília, com tochas nas mãos, à espera da vinda do Senhor (cf. Lc 12,35). O Círio Pascal é aceso no fogo novo e entra na igreja escura. Simboliza a luz de Cristo ressuscitado que renova a criação e a liberta das trevas do pecado e da morte. A luz de Círio é espalhada pelas velas que os fiéis têm nas mãos, símbolos do batismo, pelo qual cada criatura renasce na luz de Deus.
A seguir, é feita a solene proclamação pascal, que narra em forma de versos a ação libertadora de Deus, desde a páscoa do Egito, até a ressurreição de Cristo. A proclamação une a voz de toda a Igreja ao louvor que os anjos e os santos dirigem ao Senhor Glorioso no céu. A liturgia da Palavra faz memória da ação libertadora de Deus, que promete o Salvador e cumpre a promessa em Cristo Ressuscitado, o novo Adão, no qual todas as criaturas recebem vida nova. Em resposta à libertação oferecida por Cristo, a Igreja renova a aliança do batismo, cujo símbolo principal é a água.
Segue a celebração da Eucaristia, na qual todos os que foram libertados e recriados são chamados à mesa, como filhos e filhas de Deus e irmãos do Filho Primogênito que, ao abrir a porta do túmulo, franqueou para todos as portas da casa do Pai.

DOMINGO DE PÁSCOA
Celebração: as 08h na Capela Santa Terezinha – Padre Sá
Sentido Litúrgico: A ressurreição de Jesus é o ponto culminante da Semana Santa e do Ano Litúrgico. Conforme os relatos dos Evangelhos, a primeira pessoa a receber a comunicação de Cristo ressuscitado foi Maria Madalena, a discípula que mais o amava.
A fé cristã nos assegura que a meta da vida é a ressurreição. Porém os mistérios de Deus não cabem em nossa capacidade de compreender.
O apóstolo Paulo, ao explicar a ressurreição aos cristãos que tinham as mesmas dúvidas que nós temos hoje, menciona muitas vezes, em várias cartas, que Cristo transformará nosso corpo de morte e o fará semelhante ao seu corpo glorioso.
Mas é no capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios que ele escreve com mais clareza: diz que o ato de enterrar o corpo de uma pessoa é como plantar uma semente na terra. A semente apodrece para dar vida a uma planta da mesma natureza dela.
Assim é o corpo ressuscitado, é novo, nasce do corpo que morreu, não é o mesmo, mas nasceu dele, como a planta nasce da semente.
É a mesma pessoa, libertada de todos os limites e sofrimentos da vida humana e transformada, pela graça de Deus, em pessoa plena, realizada, gloriosa e totalmente feliz.
Com a ressurreição, Deus completa, por seu amor, aquilo que ainda nos faltava para sermos discípulos de Jesus e alcançarmos a santidade. Deus nos dá de presente aquilo que nós não fomos capazes conquistar por nossas próprias forças. E esse presente é a salvação, obtida para nós pela morte de Jesus. O que nos cabe na morte é aceitar o amor e deixar que ele nos transforme e nos faça santos como Deus deseja.
recados para orkut