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UNIDOS EM LONDRES, CATÓLICOS E ANGLICANOS PROMOVEM A PAZ NA TERRA SANTA

Pela ocasião da Conferência Internacional sobre os Cristãos na Terra Santa que está sendo celebrada nestes dias em Londres, o Patriarca latino de Jerusalém, Cardeal Fouad Twal, expressou que a Igreja Católica procura o diálogo inter-religioso para dar um contexto de paz entre os diferentes credos do mundo.
"O fato de ter trazido a Londres estudantes de Belém, e dos territórios ocupados, representa já uma abertura significativa para eles. Esperemos que o Ocidente, Londres, e a Europa sejam mais conscientes de nossa verdadeira situação e que cada um, segundo suas próprias possibilidades, se mobilize por uma maior justiça e paz para todos", afirmou o Cardeal.
Em uma entrevista concedida hoje à Rádio Vaticano, Dom Twal expressou que a falta de respeito religioso costuma dever-se ao exemplo que os políticos dão ao povo, "o povo, os fiéis, os cidadãos são conscientes de que esta situação não pode continuar. Aliás são os políticos os que não sempre têm os pés na terra".
Do mesmo modo, recordou a importância da educação como elemento fundamental para um futuro de paz, e disse que é necessário "educar a nossos jovens no respeito recíproco, em um conhecimento recíproco".
O encontro realizou-se nos dias 18 e 19 de julho, e busca o financiamento do desenvolvimento sustentável para a Terra Santa e a paz entre os cristãos que habitam a zona.
Além de Dom Twal, a entrevista contou com a participação do Presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso, Cardeal Jean-Louis Tauran; do Arcebispo de Westminster, Dom Vincent Nichols; do líder da comunhão anglicana, Rowan Williams; e do arcebispo anglicano de Jerusalém, Suheil Dawani.
"Que os católicos, os protestantes, os anglicanos, os muçulmanos, e os judeus estejam juntos já é um sinal positivo. Quanto mais nos encontremos, melhor será, porque nos conheceremos melhor, e o conhecimento nos ajuda a ser mais equilibrados, mais moderados, mais respeitosos uns com os outros", concluiu Dom Twal.
Fonte: ACI Digital

DIÁLOGO ENTRE CATÓLICOS E ANGLICANOS ENTRA NA TERCEIRA FASE

ARCIC se reúne a partir de hoje no mosteiro de Bose (Itália)
MAGNANO, terça-feira, 17 de maio de 2011 (ZENIT.org) - A Comissão Internacional Anglicano-Católica (ARCIC) está reunida desde hoje no mosteiro italiano de Bose, entrando, assim, na terceira fase do diálogo entre ambas as confissões.
A ARCIC III debaterá sobre "A Igreja como comunhão local e universal" e "como, na comunhão, a Igreja local e universal chega a discernir o ensinamento ético correto", segundo informa o próprio mosteiro de Bose.
A comissão está composta por 18 membros (10 anglicanos e 8 católicos) e é presidida por Dom Bernard Longley, arcebispo de Birmingham (por parte católica), e por Dom David Moxon, da diocese anglicana de Nova Zelândia.
Dom Longley explicou, em uma entrevista divulgada hoje pela agência ICN (Independet Catholic News), que a ARCIC III constitui a terceira fase do diálogo entre a Comunhão Anglicana e a Igreja Católica.
A ARCIC III surgiu do encontro entre o Papa Bento XVI e o arcebispo Rowan Williams em 2009, quando ambos expressaram seu desejo de continuar o diálogo.
Segundo Dom Longley, ambos pediram à Comissão uma reflexão "sobre a natureza da Igreja, assim como é entendida por anglicanos e católicos, e uma consideração sobre a forma como a Igreja chega a um ensinamento autorizado, especialmente em questões morais".
Diálogo difícil
O diálogo entre anglicanos e católicos começou oficialmente em 1966, proposto por Paulo VI e pelo arcebispo da Cantuária, Michael Ramsey. Após uma fase preparatória, constituiu-se a Comissão conjunta (ARCIC), em 1968.
A primeira fase do diálogo (ARCIC I) durou de 1970 a 1981, dirigida pelo bispo anglicano Henry McAdoo e pelo católico Alan Clark. Nessa fase, falou-se sobre doutrina eucarística, autoridade e ministério ordenado, chegando à declaração conjunta de Windsor.
A segunda fase (ARCIC II) começou em 1983 e durou até este ano, liderada pelos bispos anglicanos Mark Santer, Frank Griswold e Peter Carnley, e pelos bispos católicos Cormac Murphy O'Connor e Alexander Joseph Brunett.
No entanto, o diálogo oficial foi suspenso pelo Papa João Paulo II em 2003, após a consagração episcopal de Gene Robinson, um homossexual que mantinha uma relação carnal. Posteriormente, as dificuldades aumentaram, com a aprovação da ordenação de mulheres, especialmente para cargos episcopais.
Outro dos acontecimentos sobressalentes dessa segunda fase foi a publicação, por parte do Papa Bento XVI, da constituição apostólica Anglicanorum coetibus, em 9 de novembro de 2009.
A respeito disso, Dom Longley reconheceu que o clima desta terceira Comissão "é muito diferente dos anteriores, ainda que o fim último deva ser o mesmo".
"Certamente, devemos enfrentar os obstáculos que tornam este caminho muito mais difícil. Esta fase da ARCIC reconhecerá o impacto das ações de algumas províncias anglicanas, que voltaram a colocar em discussão o tema da natureza da comunhão na Igreja", comentou.
"Esperamos que a ARCIC III possa contribuir para resolver alguns dos temas que parecem inabordáveis atualmente", concluiu.
(Inma Álvarez)
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