DOMINGO DE RAMOS
Celebração: as 19h na Capela Santa Terezinha – Diac. Nonato
Observação: Concentração as 17h30min na Pracinha do Calçadão, na Rua Graco Cardoso, para Procissão de Ramos
Sentido Litúrgico: A celebração do Domingo de Ramos tem dois momentos: a Benção dos Ramos, com a procissão entusiasmada de louvor; e a Missa, na qual refletimos sobre o Mistério Pascal – a paixão, morte e ressurreição de Cristo. Participar da Procissão de Ramos é acolher Cristo como o Bendito que vem em nome do Senhor, demonstrando que Ele é o centro de nossa vida. Os ramos são um sinal do encontro com Cristo em sua caminhada à Jerusalém. Ao levarmos os ramos para casa, simbolizamos nosso compromisso com Cristo de acompanhá-lo até a Casa do Pai, no Reino dos Céus.
QUINTA-FEIRA DA PAIXÃO
Celebração: as 18h na Capela Santa Terezinha – Padre Sá
Sentido Litúrgico: A Quinta-feira Santa é o começo do Tríduo Pascal. Conta o Evangelho de João que, após lavar e enxugar os pés dos discípulos, Jesus disse: “Vocês me chamam Mestre e Senhor e eu o sou. Se eu lhes lavei os pés, vocês devem lavar os pés também uns dos outros” (Cf. Jo 13, 12-14). Eram os servos e os escravos que se ajoelhavam no chão, retiravam as sandálias, lavavam e secavam os pés dos senhores. Jesus se faz servo e propõe aos discípulos a prática do amor serviçal.
Na manhã da Quinta-feira Santa, o bispo reúne o clero da diocese e preside a “Missa do Crisma” ou dos “Santos Óleos”. É a solene renovação da ordem, o sacramento do serviço amoroso, cuja origem vem do mandato de Jesus na última ceia: “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19). Os sacerdotes são revestidos do ministério de Jesus, e, em seu nome, servem o povo de Deus. O bispo consagra o óleo do crisma e os óleos que serão usados no batismo e na unção dos enfermos. Cada sacerdote recebe uma medida, em sinal de unidade da Igreja ao redor de Cristo Mestre, Servidor e Sacerdote. A liturgia da noite de Quinta-feira Santa celebra a instituição da Eucaristia.
A transladação conclui a liturgia da Quinta-feira Santa. Após a celebração eucarística, o pão consagrado é transferido para um altar lateral da igreja, diante do qual os fiéis fazem vigília, acompanhando Jesus na noite de sua prisão e agonia. A simplicidade e o silêncio do pão eucarístico envolvem o mistério da presença de Cristo ressuscitado na comunidade.
SEXTA-FEIRA DA PAIXÃO
Celebração: as 15h na Capela Santa Terezinha – Diac. Gilson
Locais das Estações:
1ª Estação – local: Capela Sta. Terezinha – oração: Socorrinha
2ª Estação – local: Casa da Telma – oração: Josineuda
3ª Estação – local: Com Nossa Sra. de Fátima – oração: Paulinho
4ª Estação – local: Casa da D. Edileuza – oração: Aurisan
5ª Estação – local: Casa da Sandrinha – oração: D. Luzia
6ª Estação – local: Casa da Rosângela – oração: Cleufa
7ª Estação – local: Casa da Paizinha – oração: Joana
8ª Estação – local: Praça esquina (Rua José de Carvalho) – oração: D. Luzia
9ª Estação – local: Casa da D. Maria(Cap. Sta. Terezinha) – oração: Camila
10ª Estação – local: Casa da Vanusa – oração: Rosângela
11ª Estação – local: Casa do Valderlandi – oração: Romário
12ª Estação – local: Casa da D. Maria(R. Daniel de Castro) – oração: D. Aldênia
13ª Estação – local: Casa da Toinha – oração: Telma
14ª Estação – local: Capela Sta. Terezinha – oração: Claudenilce
(Equipe responsável pela Via Sacra: Rosângela e Josineuda-Com Nossa Sra. de Fátima; Telma e Luzia-Cap Sta. Terezinha)
Sentido Litúrgico: A Sexta-feira Santa, ou da Paixão, é o dia mais celebrado na devoção popular. Via-sacra encenada, procissão do Senhor morto, procissão do encontro e até a folclórica malhação do Judas mobilizam o sentimento, a devoção e a fé das pessoas.
A Igreja se reveste de um silêncio reverente diante da paixão do Senhor. As primeiras comunidades cristãs, ao comunicarem o Evangelho, evitavam dizer que Jesus havia sido crucificado. Era loucura e escândalo crer em um traidor que fora condenado ao suplício da cruz. Nossos sofrimentos não se aproximam do que Jesus sofreu por nós. É um grande mistério: se Deus pode tudo, não poderia salvar o mundo sem que Jesus passasse pela cruz? Pode-se dizer que Deus provou seu amor e sua solidariedade, passando por tudo o que nós passamos: a dor e a morte.
Essa é a loucura da cruz de que fala o apóstolo Paulo. Uma pessoa apaixonada faz qualquer loucura e não mede sacrifícios e riscos para agradar o ser amado. É o que Deus fez por nós. A Semana Santa nos convida a refletir, a contemplar esse amor e a deixar que ele nos transforme em pessoas novas, libertadas do pecado e santificadas pela morte e ressurreição de Jesus.
SÁBADO DE ALELUIA
Celebração: as 19h na Capela Santa Terezinha – Diac. Gilson
Sentido Litúrgico: O Sábado Santo ou de Aleluia é reservado ao silêncio e à esperança amorosa da ressurreição. Enquanto o Senhor desce às profundezas da condição humana mortal e vence o poder da morte eterna, a Igreja espera, ansiosa e confiante, na certeza de que Ele vive e, em breve, ecoará por todo o universo o Aleluia pascal, a passagem de toda a criação para a vida nova, libertada e definitiva. A fé e a esperança revestem o coração humano de paz.
A paz é o dom que o Ressuscitado compartilha com os discípulos em forma de saudação: “a paz esteja convosco”. A paz conquistada por quem enfrentou e venceu a mais terrível e dolorosa luta e entregou a vida por amor. A paz que reveste o corpo chagado e glorioso do Ressuscitado com o manto branco da ressurreição, dom do Pai e ação do Espírito Santo.
A Vigília Pascal é o rito mais longo do Ano Litúrgico e também mais importante por proclamar solenemente a ressurreição de Cristo, fundamento da fé. É oficiado após o escurecer do Sábado Santo, porque conforme a sagrada tradição judaica, ao anoitecer celebra-se o começo do dia seguinte. Portanto, na Vigília, já é proclamada a ressurreição do Senhor e, com Ele, toda Igreja passa da morte para a vida. Faz-se a renovação das promessas do batismo e a ceia eucarística, na qual o Irmão Ressuscitado reúne seus irmãos e irmãs na partilha do pão.
A Vigília começa com o acendimento do fogo novo. O significado do fogo na Bíblia é a proximidade de Deus e sua comunicação com o ser humano. No Evangelho, o próprio Jesus nos aconselha a estarmos em vigília, com tochas nas mãos, à espera da vinda do Senhor (cf. Lc 12,35). O Círio Pascal é aceso no fogo novo e entra na igreja escura. Simboliza a luz de Cristo ressuscitado que renova a criação e a liberta das trevas do pecado e da morte. A luz de Círio é espalhada pelas velas que os fiéis têm nas mãos, símbolos do batismo, pelo qual cada criatura renasce na luz de Deus.
A seguir, é feita a solene proclamação pascal, que narra em forma de versos a ação libertadora de Deus, desde a páscoa do Egito, até a ressurreição de Cristo. A proclamação une a voz de toda a Igreja ao louvor que os anjos e os santos dirigem ao Senhor Glorioso no céu. A liturgia da Palavra faz memória da ação libertadora de Deus, que promete o Salvador e cumpre a promessa em Cristo Ressuscitado, o novo Adão, no qual todas as criaturas recebem vida nova. Em resposta à libertação oferecida por Cristo, a Igreja renova a aliança do batismo, cujo símbolo principal é a água.
Segue a celebração da Eucaristia, na qual todos os que foram libertados e recriados são chamados à mesa, como filhos e filhas de Deus e irmãos do Filho Primogênito que, ao abrir a porta do túmulo, franqueou para todos as portas da casa do Pai.
DOMINGO DE PÁSCOA
Celebração: as 08h na Capela Santa Terezinha – Padre Sá
Sentido Litúrgico: A ressurreição de Jesus é o ponto culminante da Semana Santa e do Ano Litúrgico. Conforme os relatos dos Evangelhos, a primeira pessoa a receber a comunicação de Cristo ressuscitado foi Maria Madalena, a discípula que mais o amava.
A fé cristã nos assegura que a meta da vida é a ressurreição. Porém os mistérios de Deus não cabem em nossa capacidade de compreender.
O apóstolo Paulo, ao explicar a ressurreição aos cristãos que tinham as mesmas dúvidas que nós temos hoje, menciona muitas vezes, em várias cartas, que Cristo transformará nosso corpo de morte e o fará semelhante ao seu corpo glorioso.
Mas é no capítulo 15 da Primeira Carta aos Coríntios que ele escreve com mais clareza: diz que o ato de enterrar o corpo de uma pessoa é como plantar uma semente na terra. A semente apodrece para dar vida a uma planta da mesma natureza dela.
Assim é o corpo ressuscitado, é novo, nasce do corpo que morreu, não é o mesmo, mas nasceu dele, como a planta nasce da semente.
É a mesma pessoa, libertada de todos os limites e sofrimentos da vida humana e transformada, pela graça de Deus, em pessoa plena, realizada, gloriosa e totalmente feliz.
Com a ressurreição, Deus completa, por seu amor, aquilo que ainda nos faltava para sermos discípulos de Jesus e alcançarmos a santidade. Deus nos dá de presente aquilo que nós não fomos capazes conquistar por nossas próprias forças. E esse presente é a salvação, obtida para nós pela morte de Jesus. O que nos cabe na morte é aceitar o amor e deixar que ele nos transforme e nos faça santos como Deus deseja.


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