Muitos hospitais, que recebiam pacientes do SUS, fecharam por conta da falta de investimentos ou de apoio do Governo
A superlotação das unidades de atendimento secundário e terciário do Estado poderá ser, ao menos, amenizada com a implantação do Programa Saúde Toda Hora, publicado em portaria, na última sexta-feira, pelo Ministério da Saúde. Conforme foi divulgado pelo Ministério, a intenção do programa é incrementar o atendimento de urgência através de maiores investimentos ligados à atenção domiciliar, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Além disso, o Programa prevê a criação de unidades coronárias, leitos de retaguarda e de unidades de atenção ao acidente vascular cerebral em hospitais. Também está prevista a otimização da comunicação entre as centrais de regulação e as unidades de saúde.
Segundo o secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, a principal mudança que o Programa trará para o Ceará será a maior participação de hospitais - públicos, filantrópicos e credenciados no Sistema Único de Saúde (SUS) - no atendimento a emergências.
Repasse
Conforme Arruda Bastos, muitos hospitais que recebiam pacientes do SUS acabaram fechando, nos últimos anos, por conta da falta de recursos ou de apoio por parte do Governo Federal. A expectativa, afirma, é de que os investimentos anunciados pela União levem diversas unidades de saúde do Ceará a prestarem também atendimento de emergência.
Além do aprimoramento desse tipo de atendimento, o secretário ressalta que deverão ser criados mais leitos de retaguarda - para onde são encaminhados os pacientes após o atendimento de emergência. "Um dos problemas que se tem hoje é que o paciente às vezes passa por uma cirurgia e não tem um local adequado para ir", aponta.
A criação desses leitos, segundo ele, deverá reduzir a lotação nos hospitais que hoje realizam atendimentos de emergência, principalmente o Instituto Doutor José Frota (IJF).
Além da falta de investimentos da União no setor, Arruda Bastos destaca o envelhecimento da população e a violência - especialmente no trânsito - como fatores que têm causado a lotação nos hospitais. Ontem, das dez cirurgias realizadas no IJF, informou o chefe da equipe de emergência, Carlos Alfredo, seis foram traumatológicas, resultantes de acidentes de trânsito. Nas salas de recuperação, disse, todos os leitos se encontram ocupados, o que torna mais difícil o processo de recuperação dos pacientes.
Conforme Arruda Bastos, ainda não está definido quanto o Ministério da Saúde irá investir no Ceará através do Programa. Neste momento, ressalta, o Estado irá cuidar do cadastramento das unidades que deverão passar a receber investimentos.
Quanto aos incentivos voltados para o atendimento domiciliar, Bastos ressalta que o Estado já vinha investindo nesse tipo de atendimento, que hoje contempla 293 pacientes, em seis hospitais. Com o Programa Saúde Toda Hora, informou, o número de pacientes e de espaços onde é feito esse trabalho deverá ser ampliado.
Limitado
Hoje, o atendimento domiciliar, na Capital, somente é realizado nos seguintes hospitais: Messejana, Albert Sabin, Geral de Fortaleza (HGF), Waldemar Alcântara e César Cals.
Sobre os investimentos previstos para o custeio, o secretário afirma que o programa veio "consolidar" as ações do Governo de interiorizar a saúde, construindo UPAs e ampliando a área de atuação do Samu.
Uma das intenções do Ministério da Saúde, complementa, é passar a custear 50% dos gastos ligados à manutenção das UPAs. Atualmente, informa, a participação da União no custeio das unidades é de 18%.
Fonte: Diário do Nordeste, dia 11/07/2011
A superlotação das unidades de atendimento secundário e terciário do Estado poderá ser, ao menos, amenizada com a implantação do Programa Saúde Toda Hora, publicado em portaria, na última sexta-feira, pelo Ministério da Saúde. Conforme foi divulgado pelo Ministério, a intenção do programa é incrementar o atendimento de urgência através de maiores investimentos ligados à atenção domiciliar, ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
Além disso, o Programa prevê a criação de unidades coronárias, leitos de retaguarda e de unidades de atenção ao acidente vascular cerebral em hospitais. Também está prevista a otimização da comunicação entre as centrais de regulação e as unidades de saúde.
Segundo o secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, a principal mudança que o Programa trará para o Ceará será a maior participação de hospitais - públicos, filantrópicos e credenciados no Sistema Único de Saúde (SUS) - no atendimento a emergências.
Repasse
Conforme Arruda Bastos, muitos hospitais que recebiam pacientes do SUS acabaram fechando, nos últimos anos, por conta da falta de recursos ou de apoio por parte do Governo Federal. A expectativa, afirma, é de que os investimentos anunciados pela União levem diversas unidades de saúde do Ceará a prestarem também atendimento de emergência.
Além do aprimoramento desse tipo de atendimento, o secretário ressalta que deverão ser criados mais leitos de retaguarda - para onde são encaminhados os pacientes após o atendimento de emergência. "Um dos problemas que se tem hoje é que o paciente às vezes passa por uma cirurgia e não tem um local adequado para ir", aponta.
A criação desses leitos, segundo ele, deverá reduzir a lotação nos hospitais que hoje realizam atendimentos de emergência, principalmente o Instituto Doutor José Frota (IJF).
Além da falta de investimentos da União no setor, Arruda Bastos destaca o envelhecimento da população e a violência - especialmente no trânsito - como fatores que têm causado a lotação nos hospitais. Ontem, das dez cirurgias realizadas no IJF, informou o chefe da equipe de emergência, Carlos Alfredo, seis foram traumatológicas, resultantes de acidentes de trânsito. Nas salas de recuperação, disse, todos os leitos se encontram ocupados, o que torna mais difícil o processo de recuperação dos pacientes.
Conforme Arruda Bastos, ainda não está definido quanto o Ministério da Saúde irá investir no Ceará através do Programa. Neste momento, ressalta, o Estado irá cuidar do cadastramento das unidades que deverão passar a receber investimentos.
Quanto aos incentivos voltados para o atendimento domiciliar, Bastos ressalta que o Estado já vinha investindo nesse tipo de atendimento, que hoje contempla 293 pacientes, em seis hospitais. Com o Programa Saúde Toda Hora, informou, o número de pacientes e de espaços onde é feito esse trabalho deverá ser ampliado.
Limitado
Hoje, o atendimento domiciliar, na Capital, somente é realizado nos seguintes hospitais: Messejana, Albert Sabin, Geral de Fortaleza (HGF), Waldemar Alcântara e César Cals.
Sobre os investimentos previstos para o custeio, o secretário afirma que o programa veio "consolidar" as ações do Governo de interiorizar a saúde, construindo UPAs e ampliando a área de atuação do Samu.
Uma das intenções do Ministério da Saúde, complementa, é passar a custear 50% dos gastos ligados à manutenção das UPAs. Atualmente, informa, a participação da União no custeio das unidades é de 18%.
Fonte: Diário do Nordeste, dia 11/07/2011


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