Foto
News.va
Vaticano,
16 Abr. 14 / 01:33 pm (ACI/EWTN Noticias).- O
Escritório para as Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice divulgou nesta
terça-feira o texto das meditações que serão lidas durante a Via-Sacra que o
Papa presidirá na Sexta-Feira Santa no Coliseu Romano.
Os textos
foram escritos pelo Arcebispo de Campobasso-Boiano (Itália), Dom Giancarlo
Maria Bregantini. As meditações deste ano têm por tema “Rosto de Cristo, Rosto
do homem”.
Segue
abaixo o texto na íntegra da Via-Sacra:
DEPARTAMENTO
PARA AS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS
DO SUMO PONTÍFICE
DO SUMO PONTÍFICE
VIA-SACRA
NO COLISEU
NO COLISEU
PRESIDIDA
POR SUA SANTIDADE
O PAPA FRANCISCO
O PAPA FRANCISCO
SEXTA-FEIRA
SANTA
Roma, 18 de Abril de 2014
Roma, 18 de Abril de 2014
«ROSTO DE
CRISTO,
ROSTO DO HOMEM»
ROSTO DO HOMEM»
MEDITAÇÕES
preparadas por Sua Excelência Reverendíssima
D. Giancarlo Maria Bregantini
Arcebispo de Campobasso-Boiano
preparadas por Sua Excelência Reverendíssima
D. Giancarlo Maria Bregantini
Arcebispo de Campobasso-Boiano
INTRODUÇÃO
Adoramus
te, Christe
Schola
cantorum:
Adoramus
te, Chiste, et benedicimus tibi,
quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Domine, miserere nobis.
quia per sanctam crucem tuam redemisti mundum.
Domine, miserere nobis.
Santo
Padre:
V/. In nomine Patris et Filii et
Spiritus Sancti.
R/. Amen.
R/. Amen.
«Aquele
que viu estas coisas é que dá testemunho delas e o seu testemunho é verdadeiro.
E ele bem sabe que diz a verdade, para vós crerdes também. É que isto aconteceu
para se cumprir a Escritura, que diz: Não se lhe quebrará nenhum osso. E também
outro passo da Escritura diz: Hão-de olhar para aquele que trespassaram» (Jo
19, 35-37).
Amável
Jesus,
subistes ao Gólgota sem hesitar, obrigação de amor,
e deixastes-Vos crucificar sem lamento.
Humilde Filho de Maria,
tomastes o peso da nossa noite
para nos mostrar com quanta luz
queríeis dilatar-nos o coração.
Nas vossas dores, está a nossa redenção,
nas vossas lágrimas se desenha «a Hora»
da revelação do Amor gratuito de Deus.
Sete vezes perdoados,
nos vossos últimos suspiros de Homem entre os homens,
a todos nos levais de volta ao coração do Pai,
para nos indicar, nas vossas últimas palavras,
o caminho da redenção para toda a nossa dor.
Vós, o Todo Encarnado, aniquilais-Vos na Cruz,
compreendido apenas por Aquela, a Mãe,
que fielmente «estava» ao pé daquele patíbulo.
A vossa sede é fonte de esperança sempre acesa,
mão estendida mesmo para o malfeitor arrependido,
que hoje, graças a Vós, doce Jesus, entra no paraíso.
A todos nós, Senhor Jesus Crucificado,
concedei a vossa infinita Misericórdia,
perfume de Betânia sobre o mundo,
gemido de vida para a humanidade.
E no fim, abandonados nas mãos do vosso Pai,
abri-nos a porta da Vida que não morre. Amen.
subistes ao Gólgota sem hesitar, obrigação de amor,
e deixastes-Vos crucificar sem lamento.
Humilde Filho de Maria,
tomastes o peso da nossa noite
para nos mostrar com quanta luz
queríeis dilatar-nos o coração.
Nas vossas dores, está a nossa redenção,
nas vossas lágrimas se desenha «a Hora»
da revelação do Amor gratuito de Deus.
Sete vezes perdoados,
nos vossos últimos suspiros de Homem entre os homens,
a todos nos levais de volta ao coração do Pai,
para nos indicar, nas vossas últimas palavras,
o caminho da redenção para toda a nossa dor.
Vós, o Todo Encarnado, aniquilais-Vos na Cruz,
compreendido apenas por Aquela, a Mãe,
que fielmente «estava» ao pé daquele patíbulo.
A vossa sede é fonte de esperança sempre acesa,
mão estendida mesmo para o malfeitor arrependido,
que hoje, graças a Vós, doce Jesus, entra no paraíso.
A todos nós, Senhor Jesus Crucificado,
concedei a vossa infinita Misericórdia,
perfume de Betânia sobre o mundo,
gemido de vida para a humanidade.
E no fim, abandonados nas mãos do vosso Pai,
abri-nos a porta da Vida que não morre. Amen.
I ESTAÇÃO
Jesus
condenado à morte
O dedo em riste que acusa
O dedo em riste que acusa
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho segundo São Lucas 23, 21-25
«De
novo Pilatos dirigiu-lhes a palavra, querendo libertar Jesus. Mas eles
gritavam: “Crucifica-O! Crucifica-O!” Pilatos disse-lhes pela terceira vez:
“Que mal fez Ele, então? Nada encontrei n’Ele que mereça a morte. Por isso, vou
libertá-Lo, depois de O castigar”. Mas eles insistiam em altos brados, pedindo
que fosse crucificado, e os seus clamores aumentavam de violência. Então,
Pilatos decidiu que se fizesse o que eles pediam. Libertou o que fora preso por
sedição e homicídio, e entregou-lhes Jesus para o que eles queriam».
Um
Pilatos amedrontado que não procura a verdade, o dedo em riste que acusa e o
clamor crescente da multidão enfurecida são os primeiros passos do morrer de
Jesus. Inocente, como um cordeiro, cujo sangue salva o seu povo. Aquele Jesus
que passou pelo meio de nós, curando e abençoando, agora é condenado à pena
capital. Nenhuma palavra de agradecimento da multidão, que, em vez d’Ele,
escolhe Barrabás. Para Pilatos, torna-se um caso embaraçoso. Abandona-O à
multidão e lava as mãos, todo apegado ao seu poder. Entrega-O, para ser
crucificado. Não quer mais saber d’Ele para nada. Para ele, o caso está
encerrado.
A
condenação apressada de Jesus reúne assim as acusações fáceis, os juízos
superficiais entre o povo, as insinuações e os preconceitos que fecham o
coração e se tornam cultura racista, de exclusão e de descarte, juntamente com
as cartas anónimas e as calúnias horríveis. Acusados, imediatamente são
atirados para a primeira página; declarados inocentes, acaba-se na última!
E nós?
Saberemos ter uma consciência recta e responsável, transparente, que nunca
volte as costas ao inocente, mas se posicione, com coragem, em defesa dos
fracos, resistindo à injustiça e defendendo em todo o lado a verdade violada?
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
há mãos que dão apoio
e há mãos que assinam sentenças injustas.
Fazei que, sustentados pela vossa graça, não descartemos ninguém.
Defendei-nos das calúnias e da mentira.
Ajudai-nos a procurar sempre a verdade
e a estar da parte dos fracos,
capazes de acompanhar o seu caminho.
E dai a vossa luz a quem deve, por missão, julgar em tribunal,
para que pronuncie sempre sentenças justas e verdadeiras. Amen.
há mãos que dão apoio
e há mãos que assinam sentenças injustas.
Fazei que, sustentados pela vossa graça, não descartemos ninguém.
Defendei-nos das calúnias e da mentira.
Ajudai-nos a procurar sempre a verdade
e a estar da parte dos fracos,
capazes de acompanhar o seu caminho.
E dai a vossa luz a quem deve, por missão, julgar em tribunal,
para que pronuncie sempre sentenças justas e verdadeiras. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Stabat
Mater dolorosa
iuxta crucem lacrimosa,
dum pendebat Filius.
iuxta crucem lacrimosa,
dum pendebat Filius.
II
ESTAÇÃO
Jesus é
carregado com a Cruz
O madeiro pesado da crise
O madeiro pesado da crise
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Da
primeira Carta de São Pedro 2, 24-25
«Subindo
ao madeiro, Jesus levou os nossos pecados no seu corpo, para que, mortos para o
pecado, vivamos para a justiça: pelas suas feridas, fostes curados. Na verdade,
éreis como ovelhas desgarradas, mas agora voltastes ao Pastor e Guarda das
vossas almas».
Aquele
madeiro da cruz pesa, porque nele Jesus leva os pecados de todos nós. Cambaleia
sob aquele peso, grande demais para um homem só (Jo 19, 17).
Nele está
também o peso de todas as injustiças que produziram a crise económica, com as
suas graves consequências sociais: precariedade, desemprego, demissões,
dinheiro que governa em vez de servir, especulação financeira, suicídios de
empresários, corrupção e usura, juntamente com empresas que deixam os países.
Esta é a
cruz pesada do mundo do trabalho, a injustiça colocada sobre os ombros dos
trabalhadores. Jesus toma-a sobre os seus ombros e ensina-nos a viver, não mais
na injustiça, mas capazes, com sua ajuda, de criar pontes de solidariedade e
esperança, para não sermos ovelhas errantes nem extraviadas nesta crise.
Portanto
voltemos para Cristo, Pastor e Guarda das nossas almas. Lutemos juntos pelo trabalho
na reciprocidade, vencendo o medo e o isolamento, recuperando a estima pela
política e procurando juntos a saída para os problemas.
Então, a
cruz tornar-se-á mais leve, se levada com Jesus e sustentada conjuntamente por
todos, porque «pelas suas feridas – transformadas em frestas – fomos curados»
(cf. 1 Ped 2, 24).
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
a nossa noite é cada vez mais densa!
A pobreza assume o aspecto da miséria.
Não temos pão para dar aos filhos e as nossas redes estão vazias.
Incerto, o nosso futuro. Provede ao trabalho que falta.
Suscitai em nós o ardor pela justiça,
para que a vida que levamos não seja feita de rastos,
mas vivida em dignidade! Amen.
a nossa noite é cada vez mais densa!
A pobreza assume o aspecto da miséria.
Não temos pão para dar aos filhos e as nossas redes estão vazias.
Incerto, o nosso futuro. Provede ao trabalho que falta.
Suscitai em nós o ardor pela justiça,
para que a vida que levamos não seja feita de rastos,
mas vivida em dignidade! Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Cuius
animam gementem,
contristatam et dolentem
pertransivit gladius.
contristatam et dolentem
pertransivit gladius.
III
ESTAÇÃO
Jesus cai
pela primeira vez
A fragilidade que nos abre ao acolhimento
A fragilidade que nos abre ao acolhimento
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do Livro
do profeta Isaías 53, 4-5
«Ele
tomou sobre si as nossas doenças, carregou as nossas dores. Nós o reputávamos
como um leproso, ferido por Deus e humilhado. Mas foi ferido por causa dos
nossos crimes, esmagado por causa das nossas iniquidades. O castigo que nos
salva caiu sobre ele».
É um
Jesus frágil, humaníssimo, Aquele que contemplamos, maravilhados, nesta estação
de grande sofrimento. Precisamente esta sua queda, no pó, revela-nos ainda mais
o seu amor imenso. É empurrado pela multidão, atordoado pelos gritos dos
soldados, sofre a ardência das chagas da flagelação, cheio de amargura interior
pela imensa ingratidão humana. E cai. Cai por terra.
Mas nesta
queda, cedendo ao peso e à fadiga, uma vez mais Jesus faz-Se Mestre de vida.
Ensina-nos a aceitar as nossas fragilidades, a não desanimar com os nossos
fracassos, a reconhecer com lealdade as nossas limitações: «Querer o bem
– diz São Paulo – está ao meu alcance, mas realizá-lo, isso não» (Rm
7, 18).
Com esta
força interior, que Lhe vem do Pai, Jesus ajuda-nos a acolher também as fragilidades
dos outros; a não encarniçar-nos contra quem está caído, a não ficar
indiferente perante os que caem. E dá-nos a força para não fechar a porta a
quem bate às nossas casas, pedindo asilo, dignidade e pátria. Cientes da nossa
fragilidade, acolheremos no nosso meio a fragilidade dos imigrantes, para que
encontrem apoio e esperança.
De facto,
é na água suja da bacia do Cenáculo, isto é, na nossa fraqueza que se reflecte
o verdadeiro rosto do nosso Deus! Por isso, «todo o espírito que confessa
Jesus Cristo que veio em carne mortal é de Deus» (1 Jo 4, 2).
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
que Vos fizestes humilde para resgatar as nossas fragilidades,
tornai-nos capazes de entrar em verdadeira comunhão
com os nossos irmãos mais pobres.
Arrancai-nos do coração toda a raiz de medo e de cómoda indiferença,
que nos impede de Vos reconhecer nos imigrantes,
para testemunhar que a vossa é uma Igreja sem fronteiras,
verdadeira mãe de todos! Amen.
que Vos fizestes humilde para resgatar as nossas fragilidades,
tornai-nos capazes de entrar em verdadeira comunhão
com os nossos irmãos mais pobres.
Arrancai-nos do coração toda a raiz de medo e de cómoda indiferença,
que nos impede de Vos reconhecer nos imigrantes,
para testemunhar que a vossa é uma Igreja sem fronteiras,
verdadeira mãe de todos! Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
O quam
tristis et afflicta
fuit illa benedicta
Mater Unigeniti!
fuit illa benedicta
Mater Unigeniti!
IV
ESTAÇÃO
Jesus
encontra a Mãe
As lágrimas solidárias
As lágrimas solidárias
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho de São Lucas e da Carta de São Paulo aos Romanos
«Simeão
abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: “Este menino está aqui para queda e
ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada
trespassará a tua alma» (Lc 2, 34-35). «Chorai com os que choram.
Preocupai-vos em andar de acordo uns com os outros» (Rm 12, 15-16).
Carregado
de emoção e de lágrimas pungentes é este encontro de Jesus com sua Mãe, Maria.
Exprime-se nele a força invencível do amor materno, que supera todo o obstáculo
e sabe abrir qualquer estrada. Mas ainda mais vivo é o olhar solidário de
Maria, que se solidariza e dá força ao Filho. Assim o nosso coração enche-se de
maravilha, ao contemplar a grandeza de Maria precisamente no facto de, sendo Ela
criatura, se fazer o «próximo» do seu Deus e Senhor.
Nas
lágrimas d’Ela, reúnem-se todas as lágrimas de cada mãe pelos seus filhos
distantes, pelos jovens condenados à morte, trucidados ou enviados para a
guerra, especialmente as crianças-soldado. Aqui ouvimos o lamento desolador das
mães pelos seus filhos, que morrem por causa dos tumores produzidos pela
incineração dos resíduos tóxicos.
Lágrimas
amarguíssimas! Partilha solidária da angústia dos filhos! Mães de vigia na
noite, com as lâmpadas acesas, temendo pelos jovens vítimas da precariedade ou
engolidos pela droga e pelo álcool, especialmente nas noites de sábado.
Ao redor
de Maria, nunca seremos um povo órfão! Também a nós, como a São Juan Diego,
Maria oferece a carícia da sua consolação materna e diz-nos: «Não se
perturbe o teu coração. (...) Não estou aqui eu, que sou tua Mãe?»
(Exort. ap. Evangelii gaudium, 286).
==========
ORAÇÃO
Ave,
minha Mãe,
dai-me a vossa santa bênção.
Abençoai-me a mim e toda a minha casa.
Dignai-Vos oferecer a Deus tudo o que hoje tenho de fazer e sofrer,
em união com os méritos vossos e do vosso santíssimo Filho.
Eu Vos ofereço e dedico tudo o que sou e tenho ao vosso serviço,
colocando-me completamente sob o vosso manto.
Alcançai-me, ó Senhora minha, pureza de mente e de corpo
e fazei que, neste dia,
nada faça que possa desagradar a Deus.
Vo-lo peço pela vossa Imaculada Conceição
e pela vossa ilibada virgindade. Amen.
(São Gaspar Bertoni).
dai-me a vossa santa bênção.
Abençoai-me a mim e toda a minha casa.
Dignai-Vos oferecer a Deus tudo o que hoje tenho de fazer e sofrer,
em união com os méritos vossos e do vosso santíssimo Filho.
Eu Vos ofereço e dedico tudo o que sou e tenho ao vosso serviço,
colocando-me completamente sob o vosso manto.
Alcançai-me, ó Senhora minha, pureza de mente e de corpo
e fazei que, neste dia,
nada faça que possa desagradar a Deus.
Vo-lo peço pela vossa Imaculada Conceição
e pela vossa ilibada virgindade. Amen.
(São Gaspar Bertoni).
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Quæ
mærebat et dolebat
pia Mater, dum videbat
Nati pœnas incliti.
pia Mater, dum videbat
Nati pœnas incliti.
V ESTAÇÃO
Simão de
Cirene ajuda Jesus a levar a Cruz
A mão amiga que levanta
A mão amiga que levanta
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do Evangelho
segundo São Marcos15, 21
«Para
Lhe levar a cruz, requisitaram um homem que passava por ali ao regressar dos
campos, um tal Simão de Cirene, pai de Alexandre e de Rufo».
Simão de
Cirene passa por acaso. Mas torna-se um encontro decisivo na sua vida. Voltava
dos campos. Homem de fadiga e de vigor. Por isso, foi forçado a levar a cruz de
Jesus, condenado a uma morte infame (cf. Fil 2, 8).
Mas,
aquele encontro transformar-se-á, de casual, num decisivo e vital seguimento
atrás de Jesus, carregando dia a dia a sua cruz, renegando-se a si mesmo (cf. Mt
16, 24-25). Com efeito, Simão é recordado por Marcos como o pai de dois
cristãos conhecidos na comunidade de Roma: Alexandre e Rufo. Um pai que, de
certeza, imprimiu no coração dos filhos a força da cruz de Jesus. É que a vida,
se a guardas demasiado para ti, torna-se bafienta e árida. Mas, se a ofereces,
floresce tornando-se espiga de trigo para ti e para toda a comunidade.
Aqui está
a verdadeira cura do nosso egoísmo, sempre à espreita. A relação com os outros
cura-nos e gera uma fraternidade mística, contemplativa, que sabe ver a
grandeza sagrada do próximo, que sabe descobrir Deus em cada ser humano, que
sabe suportar as moléstias da existência, agarrando-se ao amor de Deus. Só
abrindo o coração ao amor divino, sou impelido a procurar a felicidade dos
outros nos variados gestos de voluntariado: uma noite no hospital, um
empréstimo sem juros, uma lágrima enxugada em família, a gratuidade sincera, o
compromisso clarividente do bem comum, a partilha do pão e do trabalho,
vencendo toda e qualquer forma de ciúmes e de inveja.
É o
próprio Jesus que no-lo recorda: «Sempre que fizestes isto a um destes meus
irmãos mais pequeninos, a Mim mesmo o fizestes» (Mt 25, 40).
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
no amigo Cireneu vibra o coração da vossa Igreja,
que se fez tecto de amor para quantos têm sede de Vós.
A ajuda fraterna é a chave para cruzarmos, juntos, a porta da Vida.
Não permitais que o nosso egoísmo nos faça passar ao largo,
mas ajudai-nos a derramar o óleo da consolação nas feridas alheias,
para nos tornarmos companheiros de estrada leais,
sem fugas e sem nunca nos cansarmos de optar pela fraternidade. Amen.
no amigo Cireneu vibra o coração da vossa Igreja,
que se fez tecto de amor para quantos têm sede de Vós.
A ajuda fraterna é a chave para cruzarmos, juntos, a porta da Vida.
Não permitais que o nosso egoísmo nos faça passar ao largo,
mas ajudai-nos a derramar o óleo da consolação nas feridas alheias,
para nos tornarmos companheiros de estrada leais,
sem fugas e sem nunca nos cansarmos de optar pela fraternidade. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Quis est
homo qui non fleret,
Matrem Christi si videret
in tanto supplicio?
Matrem Christi si videret
in tanto supplicio?
VI
ESTAÇÃO
A
Verónica limpa o rosto de Jesus
A ternura feminina
A ternura feminina
V/.Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam
redemisti mundum.
Do Livro
dos Salmos Sal 27, 8-9
«O meu
coração murmura por Ti, os meus olhos Te procuram; é a tua face que eu procuro,
Senhor. Não desvies de mim o teu rosto, nem afastes, com ira, o teu servo. Tu
és o meu amparo: não me rejeites nem abandones, ó Deus, meu Salvador».
Jesus lá
se vai arrastando com dificuldade, ofegante. Mas a luz no seu rosto permanece
intacta. Não há ofensa que possa sobrepor-se à sua beleza. Os escarros não a
obscureceram. As bofetadas não conseguiram apagá-la. Aquele rosto apresenta-se
como uma sarça ardente, que quanto mais é ultrajado tanto mais consegue emanar
uma luz de salvação. Caem lágrimas silenciosas dos olhos do Mestre. Carrega o
peso do abandono. E no entanto Jesus avança, não pára, não volta para trás.
Enfrenta a opressão. Perturba-O a crueldade, mas Ele sabe que o seu morrer não
será em vão.
Então,
Jesus pára diante de uma mulher que vem ao seu encontro, sem qualquer
hesitação. É a Verónica, verdadeira imagem feminina da ternura.
Aqui o
Senhor encarna a nossa necessidade de amorosa gratuidade, de nos sentirmos
amados e protegidos por gestos de carinho e cuidado. As carícias desta criatura
ficam banhadas pelo sangue precioso de Jesus e parecem cancelar os actos de
profanação que Ele recebeu naquelas horas de tortura. A Verónica consegue tocar
o doce Jesus, roçar a sua candura. Não só para aliviar, mas também para
participar no seu sofrimento. Em Jesus, reconhece todo o próximo que deve
consolar com um toque de ternura, querendo chegar aos gemidos de dor de
quantos, hoje, não recebem assistência nem calor de compaixão. E morrem de
solidão.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
como pesa o afastamento de quem julgávamos
estar ao nosso lado nos dias da desolação!
Mas, Vós, envolvei-nos com aquele pano
que traz impresso o vosso sangue precioso,
derramado ao longo do caminho do abandono,
que, também Vós, sofrestes injustamente.
Sem Vós, não temos
nem podemos dar qualquer alívio. Amen.
como pesa o afastamento de quem julgávamos
estar ao nosso lado nos dias da desolação!
Mas, Vós, envolvei-nos com aquele pano
que traz impresso o vosso sangue precioso,
derramado ao longo do caminho do abandono,
que, também Vós, sofrestes injustamente.
Sem Vós, não temos
nem podemos dar qualquer alívio. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Quis non
posset contristari,
Christi Matrem contemplari
dolentem cum Filio?
Christi Matrem contemplari
dolentem cum Filio?
VII
ESTAÇÃO
Jesus cai
pela segunda vez
A angústia da prisão e da tortura
A angústia da prisão e da tortura
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam
redemisti mundum.
Do Livro
dos Salmos Sal 117, 11.12-13.18
«Rodearam-me
(...). Cercaram-me como um enxame de vespas, a sua fúria crepitava como fogo entre
espinhos, mas eu aniquilei-os em nome do Senhor. Empurraram-me com violência
para eu cair, mas o Senhor veio em meu auxílio. (...) O Senhor castigou-me com
dureza, mas não me deixou morrer».
Em Jesus
cumprem-se verdadeiramente as antigas profecias do Servo humilde e obediente,
que toma sobre os seus ombros toda a nossa história de sofrimento. E assim
Jesus, empurrado para a frente à força, cai sob a fadiga e a opressão, rodeado,
circundado pela violência, já sem forças. Cada vez mais só, sempre mais nas
trevas. Dilacerado na carne, debilitado nos ossos.
N’Ele
reconhecemos a amarga experiência dos encarcerados de cada prisão, com todas as
suas desumanas contradições. Rodeados e cercados, «empurrados violentamente
para cair». Hoje, a prisão continua a ser demasiado distante, esquecida,
repudiada pela sociedade civil. Existem as absurdidades da burocracia, a
lentidão da justiça. Dupla pena é ainda a superlotação: é um sofrimento
agravado, uma opressão injusta, que consome a carne e os ossos. Alguns – demasiados!
– não conseguem resistir… E mesmo quando um irmão nosso sai, ainda o
consideramos um «ex-preso», fechando-lhe deste modo as portas do resgate social
e laboral.
Mais
grave, porém, é a prática da tortura, infelizmente ainda espalhada em várias
partes da terra e sob variadas formas. Tal como sucedeu com Jesus: também Ele
açoitado, humilhado pela soldadesca, torturado com a coroa de espinhos,
flagelado cruelmente.
Hoje, à
vista desta queda, como sentimos verdadeiras as palavras de Jesus: «Estive
na prisão e fostes ter comigo» (Mt 25, 36). Em cada prisão, junto de
cada torturado, está sempre Ele, o Cristo sofredor, preso e torturado. Quando
provados, mesmo duramente, é Ele o nosso auxílio, para não se apoderar de nós o
pavor. Só juntos nos levantamos, acompanhados por válidos agentes sociais,
apoiados pela mão fraterna dos voluntários e erguidos por uma sociedade civil
que faz suas as inúmeras injustiças dentro dos muros de uma prisão.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
uma comoção sem fim se apodera de mim
ao ver-Vos caído no chão por mim.
Nenhum mérito tenho, só uma multidão de pecados, incoerências, fragilidades.
Por resposta, um grande Amor de predilecção!
Expulsos da sociedade, mortos pelo julgamento,
Vós nos abençoastes para sempre.
Felizes de nós, se hoje estamos contigo, aqui no chão, resgatados
/ da condenação.
Concedei-nos que não fujamos das nossas responsabilidades,
dai-nos a graça de habitar na vossa humilhação, a salvo de qualquer pretensão
/ de omnipotência
para renascer para uma vida nova como criaturas feitas para o Céu. Amen.
uma comoção sem fim se apodera de mim
ao ver-Vos caído no chão por mim.
Nenhum mérito tenho, só uma multidão de pecados, incoerências, fragilidades.
Por resposta, um grande Amor de predilecção!
Expulsos da sociedade, mortos pelo julgamento,
Vós nos abençoastes para sempre.
Felizes de nós, se hoje estamos contigo, aqui no chão, resgatados
/ da condenação.
Concedei-nos que não fujamos das nossas responsabilidades,
dai-nos a graça de habitar na vossa humilhação, a salvo de qualquer pretensão
/ de omnipotência
para renascer para uma vida nova como criaturas feitas para o Céu. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Pro peccatis suæ gentis
vidit Iesum in tormentis,
et flagellis subditum.
vidit Iesum in tormentis,
et flagellis subditum.
VIII
ESTAÇÃO
Jesus
encontra as mulheres de Jerusalém
Partilha e não comiseração
Partilha e não comiseração
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho segundo São Lucas 23, 28
«Filhas
de Jerusalém, não choreis por Mim, chorai antes por vós mesmas e pelos vossos
filhos».
Como
tochas acesas, nos aparecem as figuras femininas ao longo da via dolorosa.
Mulheres de fidelidade e coragem, que não se deixam intimidar pelos guardas nem
escandalizar pelas chagas do Bom Mestre. Estão prontas a encontrá-Lo e a
consolá-Lo. Jesus está ali na frente delas. Há quem O espezinhe no momento em
que cai por terra exausto. Mas, as mulheres estão ali, prontas a oferecer-Lhe
aquele palpitar caloroso que o coração já não consegue conter. Primeiro,
olham-No de longe, mas depois aproximam-se d’Ele como faz todo o amigo, todo o irmão
ou irmã, quando se apercebe da dificuldade que vive a pessoa amada.
Jesus é
sensível às suas lágrimas amargas, mas exorta-as a não consumirem o coração
vendo-O assim maltratado, a não serem mais mulheres lacrimantes, mas crentes!
Pede uma dor compartilhada e não uma comiseração estéril e lacrimosa. Não mais
lamentações, mas vontade de renascer, olhar em frente, avançar com fé e
esperança para aquela aurora de luz que surgirá ainda mais deslumbrante sobre a
cabeça de quantos caminham rumo a Deus. Choremos sobre nós mesmos, se ainda não
acreditamos naquele Jesus que nos anunciou o Reino da salvação. Choremos pelos
nossos pecados não confessados.
Mais,
choremos por aqueles homens que descarregam sobre as mulheres a violência que
têm dentro. Choremos pelas mulheres escravizadas pelo medo e a exploração. Mas,
não basta bater no peito e sentir comiseração. Jesus é mais exigente. As
mulheres devem ser tranquilizadas como Ele fez, devem ser amadas como um dom
inviolável para toda a humanidade. Para o crescimento dos nossos filhos, em
dignidade e esperança.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
detém a mão de quem espanca as mulheres!
Levanta o coração delas do abismo do desespero
quando se tornam presa de violência.
Visita o seu choro, quando se encontram sozinhas.
E abre o nosso coração à partilha de cada dor,
com sinceridade e fidelidade,
ultrapassando a compaixão natural,
para nos tornarmos instrumentos de verdadeira libertação. Amen.
detém a mão de quem espanca as mulheres!
Levanta o coração delas do abismo do desespero
quando se tornam presa de violência.
Visita o seu choro, quando se encontram sozinhas.
E abre o nosso coração à partilha de cada dor,
com sinceridade e fidelidade,
ultrapassando a compaixão natural,
para nos tornarmos instrumentos de verdadeira libertação. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Eia,
Mater, fons amoris,
me sentire vim doloris
fac, ut tecum lugeam.
me sentire vim doloris
fac, ut tecum lugeam.
IX
ESTAÇÃO
Jesus cai
pela terceira vez
Vencer a má nostalgia
Vencer a má nostalgia
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Da Carta
de São Paulo aos Romanos 8, 35.37
«Quem poderá
separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome,
a nudez, o perigo, a espada? (…) Mas em tudo isso saímos mais do que
vencedores, graças Àquele que nos amou».
São Paulo
enumera as suas provações, mas sabe que, antes dele, passou por elas Jesus,
que, no caminho para o Gólgota, cai uma, duas, três vezes. Destroçado pelas
tribulações, a perseguição, a espada, oprimido pelo madeiro da cruz. Exausto!
Parece dizer, como nós em muitos momentos sombrios: Não aguento mais!
É o grito
dos perseguidos, dos moribundos, dos doentes terminais, dos oprimidos sob o
jugo.
Mas, em
Jesus, é visível também sua força: «Embora [Deus] aflija, tem compaixão»
(Lam 3, 32). Indica-nos que, na aflição, há sempre a sua consolação, um
“mais além” a vislumbrar na esperança. Como se faz na poda das árvores, com
igual sabedoria procede o Pai Celeste precisamente com os ramos que produzem
fruto (cf. Jo 15, 8). Nunca o faz pela amputação em si, mas sempre em
prol de um reflorescimento. Como uma mãe, quando chega a sua hora: está aflita,
geme, sofre no parto. Mas sabe que são as dores de parto duma vida nova, da
primavera em flor, precisamente como na referida poda.
A
contemplação de Jesus, caído mas capaz de levantar-Se, nos ajude a saber vencer
os isolamentos que o medo do amanhã imprime no nosso coração, sobretudo neste
tempo de crise. Superemos a má nostalgia do passado, a comodidade do
imobilismo, do «sempre se fez assim»! Aquele Jesus que cambaleia e cai,
mas depois Se levanta, é a certeza duma esperança, que, nutrida pela oração
intensa, nasce precisamente dentro da provação e não depois da provação nem sem
a provação. Seremos mais do que vencedores, graças ao seu amor.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
erguei, Vo-lo pedimos, do pó o miserável,
levantai os pobres da miséria, fazei-os sentar com os chefes do povo
e atribuí-lhes um trono de glória.
Quebrai o arco dos fortes e revesti de vigor os fracos,
porque só Vós nos fazeis ricos precisamente com a vossa pobreza. Amen.
(cf. 1 Sam 2, 4-8; 2 Cor 8, 9).
erguei, Vo-lo pedimos, do pó o miserável,
levantai os pobres da miséria, fazei-os sentar com os chefes do povo
e atribuí-lhes um trono de glória.
Quebrai o arco dos fortes e revesti de vigor os fracos,
porque só Vós nos fazeis ricos precisamente com a vossa pobreza. Amen.
(cf. 1 Sam 2, 4-8; 2 Cor 8, 9).
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Fac ut ardeat cor meum
in amando Christum Deum,
ut sibi complaceam.
in amando Christum Deum,
ut sibi complaceam.
X ESTAÇÃO
Jesus é
despojado das vestes
A unidade e a dignidade
A unidade e a dignidade
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho de São João 19, 23-24
«Os
soldados, depois de terem crucificado Jesus, pegaram na roupa d’Ele e fizeram
quatro partes, uma para cada soldado, excepto a túnica. A túnica, toda tecida
de uma só peça de alto a baixo, não tinha costuras. Então os soldados disseram
uns aos outros: “Não a rasguemos; tiremo-la à sorte, para ver a quem tocará”.
Assim se cumpriu a Escritura que diz: Repartiram entre eles as minhas vestes e
sobre a minha túnica lançaram sortes”. E foi isto o que fizeram os soldados».
Nem
sequer um pedaço de pano deixaram a cobrir o corpo de Jesus. Desnudaram-No. Não
tinha manto nem túnica, não tinha veste alguma. Desnudaram-No como acto de
extrema humilhação. Só o cobria o sangue, que borbotava das suas inúmeras
feridas.
A túnica
fica intacta: símbolo da unidade da Igreja, uma unidade que se deve reencontrar
num caminho paciente, numa paz artesanal, construída cada dia, num tecido
composto com os fios de ouro da fraternidade, na reconciliação e no perdão
recíproco.
Em Jesus
inocente, desnudado e torturado, reconhecemos a dignidade violada de todos os
inocentes, especialmente dos humildes. Deus não impediu que o seu corpo, nu,
fosse exposto na cruz. Fê-lo para resgatar todo o abuso, injustamente coberto,
e demonstrar que Ele, Deus, está irrevogavelmente e sem meios termos da parte
das vítimas.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
queremos voltar a ser inocentes como crianças,
para podermos entrar no reino dos céus,
purificados das nossas imundícies e dos nossos ídolos.
Tirai do nosso peito o coração de pedra das divisões,
que tornam pouco credível a vossa Igreja.
Dai-nos um coração novo e um espírito novo,
para vivermos segundo os vossos preceitos
e observarmos e pormos em prática as vossas leis. Amen.
queremos voltar a ser inocentes como crianças,
para podermos entrar no reino dos céus,
purificados das nossas imundícies e dos nossos ídolos.
Tirai do nosso peito o coração de pedra das divisões,
que tornam pouco credível a vossa Igreja.
Dai-nos um coração novo e um espírito novo,
para vivermos segundo os vossos preceitos
e observarmos e pormos em prática as vossas leis. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Sancta
Mater, istud agas,
Crucifixi fige plagas
cordi meo valide.
Crucifixi fige plagas
cordi meo valide.
XI
ESTAÇÃO
Jesus é
pregado na Cruz
No leito dos doentes
No leito dos doentes
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho segundo São Marcos 15, 24-28
«Depois,
crucificaram-No e repartiram entre si as suas vestes, tirando-as à sorte, para
ver o que cabia a cada um. Eram umas nove horas da manhã, quando O
crucificaram. Na inscrição com a condenação, lia-se: “O rei dos judeus”. Com
Ele crucificaram dois ladrões, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Deste
modo, cumpriu-se a passagem da Escritura que diz: Foi contado entre os
malfeitores».
E
crucificaram-No! A punição dos infames, dos traidores, dos escravos rebeldes.
Esta é a condenação reservada a Jesus, Senhor nosso: cravos ásperos, dores
pungentes, a angústia da mãe, a vergonha de ser agregado a dois bandidos, as
vestes divididas como despojo entre os soldados, as zombarias cruéis dos
transeuntes: «Salvou os outros e não pode salvar-Se a Si mesmo (...), desça
da cruz e acreditaremos n’Ele» (Mt 27, 42).
E
crucificaram-No! Jesus não desce, não abandona a cruz. Permanece, profundamente
obediente à vontade do Pai. Ama e perdoa.
Também
hoje, como Jesus, muitos dos nossos irmãos e irmãs estão cravados num leito de
sofrimento, nos hospitais, nos lares de terceira idade, nas nossas famílias. É
o tempo da provação, com dias amargos de solidão e mesmo de desespero: «Meu
Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27, 46).
A nossa
mão nunca se levante para trespassar, mas sempre para aproximar, consolar e
acompanhar os doentes, levantando-os do seu leito de sofrimento. A doença não
pede licença. Chega sempre inesperada. Às vezes transtorna, limita os
horizontes, põe a dura prova a esperança. Amargo é o seu fel. Só se
encontrarmos junto de nós alguém que nos ouça, esteja ao nosso lado, se sente
no nosso leito..., só então a doença pode tornar-se uma grande escola de
sabedoria, encontro com o Deus Paciente. Quando alguém toma sobre si as nossas
enfermidades, por amor, a própria noite do sofrimento abre-se à luz pascal de
Cristo crucificado e ressuscitado. E aquilo que humanamente é uma condenação,
pode transformar-se numa oblação redentora, para bem das nossas comunidade e
famílias. A exemplo dos Santos.
==========
ORAÇÃO
Senhor
Jesus,
não estejais longe de mim,
sentai-Vos no meu leito de sofrimento e fazei-me companhia.
Não me deixeis sozinho, estendei a vossa mão e erguei-me.
Eu creio que Vós sois o Amor,
e creio que a vossa vontade é a expressão do vosso Amor;
por isso me entrego à vossa vontade,
pois confio no vosso Amor. Amen.
não estejais longe de mim,
sentai-Vos no meu leito de sofrimento e fazei-me companhia.
Não me deixeis sozinho, estendei a vossa mão e erguei-me.
Eu creio que Vós sois o Amor,
e creio que a vossa vontade é a expressão do vosso Amor;
por isso me entrego à vossa vontade,
pois confio no vosso Amor. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Tui Nati
vulnerati,
tam dignati pro me pati
pœnas mecum divide.
tam dignati pro me pati
pœnas mecum divide.
XII
ESTAÇÃO
Jesus morre
na Cruz
O gemido das sete palavras
O gemido das sete palavras
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho segundo São João 19, 28-30
«Depois
disso, Jesus, sabendo que tudo se consumara, para se cumprir totalmente a
Escritura, disse: “Tenho sede!” Havia ali uma vasilha cheia de vinagre. Então,
ensopando no vinagre uma esponja fixada num ramo de hissopo, chegaram-Lha à
boca. Quando tomou o vinagre, Jesus disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando
a cabeça, entregou o espírito».
As sete
palavras de Jesus na cruz são uma obra-prima de esperança. Jesus, lentamente,
com passos que também são os nossos, atravessa toda a escuridão da noite, para
Se abandonar, confiadamente, nos braços do Pai. É o gemido dos moribundos, o grito
dos desesperados, a prece dos falidos. É Jesus!
«Meu
Deus, meu Deus, porque Me abandonaste?» (Mt 27, 46). É o grito de
Job, de todo o homem atingido pela desventura. E Deus cala-Se. Cala-Se, porque
a sua resposta está ali, na cruz: é Ele, Jesus, a resposta de Deus, Palavra
eterna encarnada por amor.
«Lembra-Te
de mim...» (Lc 23, 42). A prece fraterna do malfeitor, feito
companheiro de dor, penetra no coração de Jesus, que nela sente o eco da sua
própria dor. E Jesus ouve aquela súplica: «Hoje estarás comigo no Paraíso».
Sempre redime a dor do outro, porque faz-nos sair de nós mesmos.
«Mulher,
eis aí o teu filho!» (Jo 19, 26). Trata-se de sua Mãe, Maria, que se
encontrava, juntamente com João, ao pé da cruz para afastar o pavor. Enche-o de
ternura e de esperança. Jesus já não Se sente sozinho. Como sucede connosco,
quando, junto ao leito do sofrimento, temos quem nos ame! Fielmente. Até ao
fim.
«Tenho
sede» (Jo 19, 28). Como a criança pede de beber à mãe; como faz o
doente ardendo de febre... A de Jesus é a sede de todos os sedentos de vida, de
liberdade, de justiça. E é a sede do maior sedento – Deus –, o Qual,
infinitamente mais do que nós, tem sede da nossa salvação.
«Está
consumado!» (Jo 19, 30). Tudo: cada palavra, cada gesto, cada
profecia, cada instante da vida de Jesus. A tapeçaria está completa. As mil e
uma cores do amor agora reluzem de beleza. Nada se perdeu. Nada foi
desperdiçado. Tudo se tornou amor. Tudo consumado para mim e para ti! E, então,
o próprio morrer tem um sentido.
«Perdoa-lhes,
Pai, porque não sabem o que fazem» (Lc 23, 34). Agora, heroicamente,
Jesus sai do pavor da morte. Porque, se vivemos no amor gratuito, tudo é vida.
O perdão renova, cura, transforma e consola! Cria um povo novo. Põe fim às
guerras.
«Pai,
nas tuas mãos entrego o meu espírito» (Lc 23, 46). Já não há o
desespero do nada. Mas confiança plena nas suas mãos de Pai, reclinando-Se no
seu coração. Porque, em Deus, cada fracção se compõe, finalmente, em unidade!
==========
ORAÇÃO
Ó Deus,
que, na paixão de Cristo nosso Senhor,
nos libertastes da morte, legado do antigo pecado,
transmitido a todo o género humano,
renovai-nos à imagem do vosso Filho;
e, assim como levamos em nós, pelo nosso nascimento,
a imagem do homem terrestre,
assim também, pela acção do vosso Espírito,
fazei que levemos a imagem do homem celeste.
Por Cristo nosso Senhor. Amen.
nos libertastes da morte, legado do antigo pecado,
transmitido a todo o género humano,
renovai-nos à imagem do vosso Filho;
e, assim como levamos em nós, pelo nosso nascimento,
a imagem do homem terrestre,
assim também, pela acção do vosso Espírito,
fazei que levemos a imagem do homem celeste.
Por Cristo nosso Senhor. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Vidit
suum dulcem Natum
moriendo desolatum,
dum emisit spiritum.
moriendo desolatum,
dum emisit spiritum.
XIII ESTAÇÃO
Jesus é
descido da Cruz
O amor é mais forte do que a morte
O amor é mais forte do que a morte
V/. Adoramus te, Christe, et
benedicimus tibi.
R/. e as mãos abertas,
ofereceis ao Pai, em sinal de oferenda sacerdotal,
a vítima redentora do vosso Filho Jesus.
Revelai-nos a doçura daquele último fiel abraço
e dai-nos a vossa consolação materna,
para que o sofrimento do dia a dia
nunca interrompa a esperança da vida para além da morte. Amen.
R/. e as mãos abertas,
ofereceis ao Pai, em sinal de oferenda sacerdotal,
a vítima redentora do vosso Filho Jesus.
Revelai-nos a doçura daquele último fiel abraço
e dai-nos a vossa consolação materna,
para que o sofrimento do dia a dia
nunca interrompa a esperança da vida para além da morte. Amen.
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Fac me
tecum pie flere,
Crucifixo condolere,
donec ego vixero.
Crucifixo condolere,
donec ego vixero.
XIV ESTAÇÃO
Jesus é depositado no sepulcro
O jardim novo
O jardim novo
V/.
Adoramus te, Christe, et benedicimus tibi.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
R/. Quia per sanctam Crucem tuam redemisti mundum.
Do
Evangelho segundo São João 19, 41-42
«No sítio
em que Ele tinha sido crucificado havia um jardim e, no jardim, um túmulo novo,
onde ainda ninguém tinha sido sepultado. (…) Foi ali que puseram Jesus».
Aquele
jardim no qual se encontra o túmulo onde Jesus é sepultado, lembra outro
jardim: o do Éden. Um jardim que, por causa da desobediência, perdeu a sua
beleza e tornou-se uma desolação, lugar de morte e já não de vida.
Os ramos
selvagens que nos impedem de respirar a vontade de Deus, como o apego ao
dinheiro, à soberba, ao desperdício da vida, devem ser cortados e enxertados
agora no madeiro da Cruz. É este o novo jardim: a cruz plantada na terra!
Agora, de
lá de cima, Jesus poderá voltar a trazer tudo à vida. Uma vez regressado dos
abismos infernais, onde Satanás encerrou um grande número de almas, terá início
a renovação de todas as coisas. Aquele sepulcro representa o fim do homem
velho. E também para nós, como fez para Jesus, Deus não permitiu que os seus
filhos fossem castigados pela morte definitiva.
Na morte
de Cristo, ruíram todos os tronos do mal, fundados sobre a ganância e a dureza
do coração. A morte desarma-nos, faz-nos compreender que estamos sujeitos a uma
existência terrena que tem um termo. Mas é diante daquele corpo de Jesus,
depositado no sepulcro, que tomamos consciência de quem somos: criaturas que,
para não morrer, precisam do seu Criador.
O
silêncio que envolve aquele jardim permite-nos ouvir o sussurro de uma brisa
suave: «Eu sou o Vivente, e estou convosco» (cf. Ex 3, 14). O véu do templo
rasgou-se. Finalmente vemos o rosto de nosso Senhor. E conhecemos em plenitude
o seu nome: misericórdia e fidelidade, para nunca mais ficarmos confundidos,
nem mesmo diante da morte, porque o Filho de Deus caminha livre no meio dos
mortos (cf. Sal 88, 6 Vulg.).
==========
ORAÇÃO
Protegei-me,
ó Deus! Em Vós me refugio.
Vós sois a minha parte de herança e o meu cálice,
nas vossas mãos está a minha vida.
Tenho-Vos sempre diante dos olhos, como meu Senhor,
estais à minha direita, não poderei vacilar.
Por isso, se alegra o meu coração e exulta a minha alma,
e também o meu corpo repousa em segurança.
Não abandoneis a minha vida na morada dos mortos
nem deixeis que o vosso servo conheça a sepultura.
Mostrar-me-eis o caminho da vida,
alegria plena na vossa presença,
doçura sem fim à vossa direita. Amen.
(cf. Salmo 15).
Vós sois a minha parte de herança e o meu cálice,
nas vossas mãos está a minha vida.
Tenho-Vos sempre diante dos olhos, como meu Senhor,
estais à minha direita, não poderei vacilar.
Por isso, se alegra o meu coração e exulta a minha alma,
e também o meu corpo repousa em segurança.
Não abandoneis a minha vida na morada dos mortos
nem deixeis que o vosso servo conheça a sepultura.
Mostrar-me-eis o caminho da vida,
alegria plena na vossa presença,
doçura sem fim à vossa direita. Amen.
(cf. Salmo 15).
Todos:
Pater
noster, qui es in cælis:
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
sanctificetur nomen tuum;
adveniat regnum tuum;
fiat voluntas tua, sicut in cælo, et in terra.
Panem nostrum cotidianum da nobis hodie;
et dimitte nobis debita nostra,
sicut et nos dimittimus debitoribus nostris;
et ne nos inducas in tentationem;
sed libera nos a malo. Amen.
Quando
corpus morietur,
fac ut animæ donetur
Paradisi gloria.
Amen.
fac ut animæ donetur
Paradisi gloria.
Amen.
ALOCUÇÃO DO SANTO PADRE
E BÊNÇÃO APOSTÓLICA
E BÊNÇÃO APOSTÓLICA
O Santo
Padre dirige a palavra aos presentes.
No final
da alocução, o Santo Padre dá a Bênção Apostólica:
V/.
Dominus vobiscum.
R/. Et cum spiritu tuo.
V/. Sit nomen Domini benedictum.
R/. Ex hoc nunc et usque in sæculum.
V/. Adiutorium nostrum in nomine Domini.
R/. Qui fecit cælum et terram.
V/. Benedicat vos omnipotens Deus,
Pater et Filius et Spiritus Sanctus.
R./ Amen.
R/. Et cum spiritu tuo.
V/. Sit nomen Domini benedictum.
R/. Ex hoc nunc et usque in sæculum.
V/. Adiutorium nostrum in nomine Domini.
R/. Qui fecit cælum et terram.
V/. Benedicat vos omnipotens Deus,
Pater et Filius et Spiritus Sanctus.
R./ Amen.
Crux fidelis
Schola
cantorum
R. Crux
fidelis, inter omnes arbor una nobilis,
nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet.
nulla silva talem profert, fronde, flore, germine!
Dulce lignum, dulces clavos, dulce pondus sustinet.
1. Pange,
lingua, gloriosi prœlium certaminis,
et super crucis tropæo dic triumphum nobilem,
qualiter Redemptor orbis immolatus vicerit. R.
et super crucis tropæo dic triumphum nobilem,
qualiter Redemptor orbis immolatus vicerit. R.
2. De
parentis protoplasti fraude factor condolens,
quando pomi noxialis morte morsu corruit,
ipse lignum tunc notavit, damna ligni ut solveret. R.
quando pomi noxialis morte morsu corruit,
ipse lignum tunc notavit, damna ligni ut solveret. R.


Nenhum comentário:
Postar um comentário