A
Beata Dulce dos Pobres pode ser elegida a maior brasileira de todos os tempos
por seu trabalho com os mais pobres e doentes.
Maria
Rita de Souza Brito Lopes Pontes, mais conhecida como Irmã Dulce, está entre os doze classificados para a final do
programa "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos", promovido pelo STB
(Sistema Brasileiro de Televisão). "Freira, venerável, beata,
bem-aventurada. Anjo bom da Bahia. A doce Irmã Dulce. Para atender os doentes,
ela não tinha medo de pedir ajuda a empresários e políticos poderosos, que se
curvavam à obstinação da pequena freira. As "Obras Sociais Irmã
Dulce" formam um dos maiores complexos de saúde do país, de portas sempre
abertas para os mais necessitados. Ela já recebeu o título de Serva de Deus, o
primeiro passo para a canonização".
Nesta
etapa do programa, Irmã Dulce concorre com Chico Xavier. Para votar neste
exemplo de vida e elegê-la a maior brasileira de todos os tempos, basta acessar
o site http://www.sbt.com.br/omaiorbrasileiro e votar. Ou se preferir, envie um
SMS com a letra D para o número 49701.
A
vida da Beata Dulce dos Pobres
Irmã
Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A
fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada
seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu
que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas
instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de
Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores,
prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de
quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé.
A
sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência
direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio
decisivo da irmã, Dulcinha.
Em 8
de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita
entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe
de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois,
em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o
nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe.
A
primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido
pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador.
Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935,
dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na
Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das
Obras Sociais Irmã Dulce.
Os
primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela
fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da
Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo
Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam
construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São
Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola
pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da
Massaranduba.
Nesse
mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar
doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma
década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los
no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu
origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e
educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de
todo o Brasil.
O
incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de
brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988,
ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio
da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no
dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira
visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.
Os
dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do
Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua
agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante
debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os
baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora
da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor
das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o
que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem
Irmã Dulce dedicou a sua obra.
O
programa
Baseado
no formato criado pela BBC, “The Greats”, o programa elege aquele que fez mais
pela nação, que se destacou pelo seu legado à sociedade.
Diversos
países já apontaram os seus maiores representantes. Na Inglaterra, Winston
Churchill saiu vencedor. Os italianos elegeram Leonardo da Vinci. Nelson
Mandela foi o mais votado na África do Sul. O mesmo prêmio dado à Salvador
Allende no Chile e Charles de Gaulle na França.
Da
redação do Portal Ecclesia.


Nenhum comentário:
Postar um comentário